Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 08/09/2019
Embora as sociedades mecânicas (cidades) estejam mais próximas das orgânicas (indígenas), em sentido geográfico, o contato existente entre elas ainda não desmistificou o tabu ‘‘sexo, ao qual é comumente aceito pelos índios. Por tal conduta, o índice de gravidez na adolescência ainda é um problema enfrentado no século XXI. Segundo o IBGE, 1 entre 5 bebês nascidos pertence a uma mãe com idade entre 15 à 19 anos; tornando-se assim, um assunto que merece ser debatido na comunidade.
A priori, a problemática citada é impulsionadora de diversas outras. De acordo com a médica pediatra ‘‘Liliam Day", a gestação na adolescência é muitas vezes indesejada e faz com que as mães abandonem a escola. Além disso, fazendo analogia ao livro “Vigiar e Punir”, de Michel Foucault, ao qual é mostrado diferentes formas de punições ao decorrer da história; a gravidez na faixa etária juvenil pode ser considerada um suplício, visto que ela pune as mães, privando-as de estudar e muitas vezes tirando suas vidas sociais em comunidade.
Por conseguinte, a educação, provinde das escolas e famílias, é dotada de um poder simbólico, ao qual, como diria Pierre Bourdieu, só é ministrada caso aqueles que não a possuem, aceitem-a. Além disso, o Professor e escritor Paulo Freire afirma que a educação muda as pessoas que, por sua vez mudam o mundo. Dessa forma, para que o atual problemática social possa ser solucionada, os indivíduos quem não são dotados do poder contido na educação, trabalhem juntos para terem sucesso em tal ação.
Portanto, infere-se que o Governo possa se juntar as Famílias e Escolas para desconstruir o tabu em volta do sexo. O Governo deve investir em propagandas midiáticas, incentivando as Famílias conversarem com seus adolescentes sobre maneiras de prevenção à gravidez. Por sua vez, as Escolas devem abrir rodas de conversas sobre sexo, tirando dúvidas de seus estudantes, por meio de aulas, debates e exposições. Com isso, o sexo será desmistificado, os índices de gravidez entre jovens reduziram e as possíveis evasões escolar não serão punições para gravidez juvenis.