Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/09/2019
No filme “Simplesmente Acontece”, dois melhores amigos planejam estudar juntos, no entanto, a garota engravida e abandona esse projeto porque necessita trabalhar para se sustentar. Analogicamente, apesar de ficcional, o contexto assemelha-se a realidade, pois a gravidez precoce resulta em abandono escolar e em gastos para o Estado. Diante do exposto, deve-se investir em educação sexual para superar esses problemas.
A princípio, cabe destacar que a gravidez na adolescência gera evasão escolar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a ciese no período anterior à juventude é mais recorrente em municípios com baixo produto interno bruto (PIB) per capita e menor índice de desenvolvimento humano (IDH). Ademais, cerca de 26% do total de abandonos escolares realizados pelo sexo feminino se deve à fetação. Portanto, existe uma estreita associação entre a gravidez precoce e os indicadores econômicos sociais, isso se deve poque as meninas que iniciam uma gestação na adolescência abandonam a escola, dessa forma elas perdem a única chance de melhorar suas condições de sobrevivência.
Em segunda análise, é importante ressaltar que a prenhez antecipada gera gastos desnecessários ao governo. Segundo Malthus, a pobreza em países subdesenvolvidos deve-se pelo excesso de indivíduos. Ainda mais, de acordo com ele é preciso educar essas pessoas, assim elas terão menos filhos e será possível investir em infraestrutura para melhorar as condições de vida das mesmas. Logo, a não alfabetização delas, gera um aumento na taxa de natalidade e de gastos como, medicamentos e, no caso do Brasil, bolsa família. Portanto, para acabar com as despesas dispensáveis é preciso investir em educação sexual, tanto para o sexo feminino quanto para o masculino.
Destarte, urge esforços do Estado para reverter a situação. Assim, a fim de combater a gravidez na adolescência o Ministério da Saúde em conjunto com as escolas devem realizar palestras sobre educação sexual, a serem realizadas em grupo no âmbito escolar, para promover a troca de experiências. As explanações terão separação por sexo, ou seja, os meninos devem estar em locais diferentes das meninas, o assunto a ser tratado pelos palestrantes serão os métodos contraceptivos, ao final deve ser entregue preservativos aos alunos. Com tal medida, o número de adolescentes gravidas e os gastos do governo vão diminuir. Outrossim, espera-se que historias como a do filme “Simplesmente Acontece” não ocorram novamente.