Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/09/2019

Na série Sex Education, a personagem Maeve, 17 anos, acaba tendo de lidar com dilemas morais e preconceitos sociais após engravidar. Fora do mundo fictício, essa realidade é vivenciada por diversas adolescentes, pois a falta de conhecimento sobre o assunto, além da ineficiência dos programas de saúde e prevenção, resultam na inserção de jovens nesse panorama.

É notório a falta de de informação sobre educação sexual entre os adolescentes. Segundo Immanuel Kant “o homem é o que a educação faz dele”. A afirmação do filósofo sintetiza sua defesa sobre a educação como forma de esclarecimento individual e social. Entretanto, a prática de palestras e aulas sobre a temática, embora aprovadas pelo Congresso Nacional como tema didático, acabam não sendo efetivadas nas escolas, pois, ainda são tratadas como tabus.

Além disso, o cenário de assistência a jovens grávidas é bastante superficial. Segundo o IBGE, 1 a cada 5 jovens, entre 15 e 19 anos, encontra-se em período de gestação. Porém, conforme dados do Ministério da Saúde, muitas não possuem a devida assistência médica e psicológica necessária durante o período, pois vivem em periferias ou áreas rurais, onde o sistema de saúde é precário.

Sendo assim, medidas são necessárias para mitigar o impasse. O Governo Federal junto a órgãos de educação estudais devem por meio de professores, médicos e psicólogos implementar palestras educacionais e projetos sociais a fim de esclarecer dúvidas sobre a temática entre os adolescentes e a sociedade. Além disso, o Ministério da Saúde deve ampliar os programas de assistência à áreas pouco desenvolvidas, auxiliando assim, na redução dos casos de gravidez durante a adolescência.