Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/09/2019
É indubitável que a gravidez precoce impacta diretamente à vida dos adolescentes, evidenciando, assim, um problema recorrente de saúde pública, no Brasil. Nesse caso, mesmo com o crescente avanço tecnológico e informacional, do século XXI, ainda há persistência de gravidez prematura entre os jovens, por falta de informação. Dessa forma, tal óbice é gerado por uma desigualdade social e por falta de instrução parental.
Mormente, nota-se que a disparidade social potencializa a gravidez precoce. Sob essa ótica, o sociólogo Max Weber acreditava que a renda era a precursora da desigualdade socioeconômica. Nesse contexto, é evidente que as classes mais desfavorecidas sofrem com uma falta de estudo e informação sobre o tema. Sendo assim, a desinformação garantirá a perpetuação dessa questão.
Em segundo lugar, sabe-se que a família é o primeiro núcleo de formação social da prole. Dessarte, a perspectiva Durkheimiana mostra que o indivíduo é moldado pela sociedade, ou seja, os pais são esses agentes formadores. Acerca disso, quando o assunto da sexualidade é tratado como um tabu os filhos serão mais suscetíveis a terem uma gravidez precoce, visto que não terão informação sobre métodos contraceptivos. Assim, é imprescindível a remediação desse problema.
É mister, portanto, que o Estado tome providência para amenizar essa problemática. Logo, cabe ao Ministério de Educação e Cultura, que invista, por meio de verbas públicas, em palestras nas escolas com agentes da saúde, a fim de que informem sobre as consequências de uma gravidez prematura, além de abordarem sobre métodos contraceptivos e prevenção de doenças. Somado a isso, é importante que pais e alunos assistam às palestras para que possam se conscientizar e se tornarem pessoas mais prudentes. Por fim, essa proposta tem como o objetivo a atenuação desse problema social e, concomitantemente, a preservação da juventude dos adolescentes.