Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/09/2019
O filme “Juno” do diretor americano Jason Reitman, retrata a trajetória de uma adolescente de 16 anos que enfrenta uma gravidez não planejada. Inicialmente, a protagonista pensa em interromper a gravidez. Contudo, diante do ambiente em que o aborto seria realizado acaba por resolver ter o bebê e entregá-lo para adoção. Desse modo, tal ficção, parece fazer alusão as dificuldades relacionadas a gravidez na adolescência, principalmente quando ocorre de maneira inesperada. Nesse contexto, a fim de atenuar essa problemática, cabe analisar as causas e as consequências que a maternidade precoce geram, bem como a importância das ações governamentais na redução desse quadro.
Primordialmente, pontua-se que a maternidade na adolescência é um grande impasse na sociedade brasileira, uma vez que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil tem gestação precoce acima da média latino-americana. Entretanto, diversas circunstâncias são determinantes para uma gravidez indesejada. Dentre elas, fatores como escolaridade, renda familiar, falta de conhecimento sobre práticas anticoncepcionais, ausência de educação sexual e puberdade precoce - primeira menstruação cedo e amadurecimento sexual acelerado - favorecem o surgimento de tal óbice. Assim, tais variáveis não devem ser vistas como fato isolado, mas como algo a ser mudado e prevenido.
Observa-se, ainda, que a gravidez precoce pode causar consequências desagradáveis tanto para a saúde da gestante como do bebê. Tais fatos disso, são comprovados pela OMS que considera precoce quando a menina engravida entre os 10 e os 19 anos, nesta faixa etária pode elevar a prevalência de complicações maternas, fetais e neonatais, como o aborto espontâneo e o parto prematuro. Outro chamariz dessa problemática, é o aborto provocado, que apesar das proibição e dos riscos - sangramento, infecção, infertilidade e morte - ainda é bastante praticado no Brasil. Ainda, tal fortuito, contribui na exclusão social, frustração por falta de planejamento e principalmente na evasão escolar que compromete a continuidade da educação formal e resulta em menor qualificação.
Portanto, é mister que sejam tomadas providências para amenizar o quadro atual. Cabe aos Ministérios da Saúde e da Educação, promoverem, por meio de verbas governamentais, palestras educacionais e propagandas públicas que abordem a sexualidade, a saúde reprodutiva e importância do diálogo familiar, bem como a necessidade da utilização dos métodos contraceptivos como maneira de evitar gravidezes não planejadas. Urge, ainda que o Ministério da Saúde, continue a investir em distribuição gratuita de anticoncepcionais, como também em acompanhamento pré-natal, neonatal e serviço social e psicológico de qualidade em todas as comunidades. Assim, pode haver regresso nos casos de gravidez na adolescência e a realidade então, distanciar-se-a da ficção americana.