Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 16/09/2019
Evasão escolar, depressão e preconceito são alguns dos males que atingem, grande parte, das jovens que engravidam na adolescência.Dessa maneira, é imprescindível que politicas públicas sejam efetuadas para a acentuação dessa problemática.Assim, é notório que o fato da sociedade brasileira ,ainda, enxergar como tabu a discussão da sexualidade ,no meio público e privado, torna a juventude mais vulnerável a gravidez precoce e consequentemente mais sujeitos a evasão escolar e assim contribuindo para a perpetuação das desigualdades.
A princípio, a raiz desse problema vem da falta de informação a respeito da sexualidade, a qual atinge principalmente os grupos mais carentes da sociedade brasileira.Bem como afirmava o sociólogo francês Émile Durkheim, em sua teoria a respeito do fato social -qualquer coisa que nasce na sociedade e afeta o indivíduo-, a qual é evidente na hodiernidade e pode ser observada pela extrema rejeição que a implementação de uma maior educação sexual sofre no Brasil.Ou seja, é preciso mudar a visão da população de que sexualidade é tabu, para que menos gestações indesejadas ocorram na adolescência.
Por consequência, desse fato social, milhares de jovens ficam privadas de completarem seus estudos ou de fazerem uma graduação que em muitos casos é a única forma da jovem buscar uma vida melhor para si.Logo, é inquestionável que a falta de informação afeta diretamente a saúde física e mental das jovens brasileiras que engravidam,ou seja, vai na contramão do que o artigo 196 - ‘‘A saúde é direito de todos e dever do estado’’- garante.Em suma, é preciso que o estado cumpra seu papel efetivamente para minimizar esse problema.
Portanto, é preciso mudar o fato social de um tabu para algo que é visto como essencial.Desse modo, cabe ao Ministério da Educação em parceria com os Governos Municipais promover palestras trimestrais em escolas públicas e privadas, as quais devem contar com um profissional da área da saúde que sane as duvidas do jovens e explique as formas de prevenção e os perigos da gravidez prematura. Além disso,o profissional deve ficar disponível para consultas individuais para os que possuem vergonha ou medo de perguntar em meio ao público.Ademais, para que os mais velhos sejam influenciados a conversarem mais com seus filhos a respeito de sexualidade, o Ministério da Educação deve utilizar das mídias digitais e televisivas com propagandas que expliquem como a mudança na forma como se ensina os adolescentes é benéfico para o futuro deles.Eventualmente, cada vez menos jovens sofrerão de gravidez indesejada e terão um futuro melhor.