Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/09/2019
Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um corpo biológico, onde a estabilidade é dada pelo equilíbrio das partes que o compõem. Com base nessa conceituação, pode-se inferir que, tal equilíbrio é rompido pela crescente dos casos de gravidez em adolescentes no Brasil. Nota-se então, um reflexo da precária base educacional, onde a predominância dos casos são oriundos da camada mais baixa do corpo social.
Em primeiro plano, é conveniente evidenciar o contexto informacional dos jovens brasileiros. Como monumental problemática do país, a falta de instrução sexual para com jovens contemporâneos, tem como conseguinte um cenário de crescimento da “cultura da desinformação”. Deixando assim explícito, um dogmático sistema educacional, no qual afeta majoritariamente jovens de periferia desprovidos de educação sexual.
Em segundo plano, vale ressaltar a negligência das estruturas governamentais competentes. Se abstendo de iniciativas e pouco investindo para que todas camadas sociais tenham acesso à instruções, observa-se um panorama vigente de completo descaso. Tal imprudência muito bem difundida pelo filósofo Bauman, onde afirma que a cegueira moral do governo, permite que problemas como esse sejam banalizadas em uma sociedade, consequentemente estagnando o avanço positivo da causa.
Torna-se evidente, portanto, analisar a situação, a fim de mitigar os impactos em resultância. Para isso cabe ao estatuto da criança e do adolescente, promover campanhas televisivas, das quais assegurem que informações dos cuidados sexuais sejam transmitidos à massa. Além disso, é imperioso que o MEC em parceria com as secretarias de educação, tornem obrigatório a implementação da educação sexual em escolas, promovendo também, atividades lúdicas de caráter instrutivo para crianças carentes. Desse modo será possível estabelecer o equilíbrio no corpo social em voga.