Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/10/2019

A série brasileira " Deu positivo " dá voz a cinco mulheres mostrando como é ser mãe jovem nos dias atuais, retratando as dificuldades, riscos e transformações advindas de uma gestação precoce. Na sociedade contemporânea o aumento contínuo de casos de adolescentes que engravidam, na maioria das vezes, sem planejamento é evidente, frequentemente acarretados pela falta de educação sexual e conscientização, tantos nas escolas quanto em casa, além de aparecerem principalmente em áreas mais pobres e rurais, tornando-se claro a importância de ações governamentais para a redução desse fenômeno no Brasil.

No que diz respeito a gravidez na adolescência, cabe ressaltar que  segundo a Organização Mundial da Saúde o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos, portanto, é notório a necessidade de uma maior abordagem sobre o tema com os jovens. Segundo o filosófo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, dessa forma, a sociedade se faz plenamente responsável pela atual situação, porém muitas vezes o tabu da sociedade brasileira em relação ao sexo acarreta a falta de diálogo entre a escola e ao aluno e até mesmo entre pais e filhos contribuindo para o aumento da gravidez precoce.

Ademais, é importante ressaltar que a maioria dos casos de gestações na adolescência se concentram em áreas rurais e menos economicamente desenvolvidas. Segundo o Ministério da Saúde as regiões com mais filhos de mães adolescentes são o Nordeste e o Norte, evidenciando-se como uma das causas, além da falta de informação, o acesso limitado a métodos contraceptivos, e a precariedade em relação a postos de saúde nessas regiões, portanto, se torna nítido a  necessidade de promover uma discussão com a sociedade e desenvolver medidas necessárias para resolver a problemática.

Desse modo, cabe primeiramente aos familiares serem transparentes e conversarem mais com seus filhos sobre o assunto para que os mesmo se sintam abertos a questionarem e fazerem perguntas ,somado a isso, o MEC (Ministério da Educação) em conjunto com o Ministério da Saúde deve promover uma maior abordagem sobre orientação sexual nas escolas, por meio de palestras e profissionais aptos, a fim conscientizar sobre os riscos, transformações que eles irão encontrar em uma gravidez precoce e da importância dos métodos contraceptivos, juntamente com uma melhor distribuição dos mesmo pelo Brasil.