Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 16/09/2019

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fase da adolescência compreende a idade que vai dos 11 aos 19 anos, e a idade ideal para uma mulher engravidar é dos 20 aos 25 anos. Hodiernamente, a sociedade brasileira enfrenta um grande problema social relacionado ao sexo juvenil, pois, o elevado número de gravidezes na adolescência é alarmante, sobretudo,  numa era de informação digital. Neste sentido, é mister compreender as causas e consequências deste fenômeno e buscar uma solução para atenuar a situação.

Em primeiro lugar, vale salientar que segundo dados da ONU, o Brasil apresenta a maior taxa de gravidez na adolescência da America Latina, e as baixas camadas sociais possuem a maior incidência dos casos de gestantes na fase pré-adulta. Dessa forma, vários são os fatores que podem levar a uma gravidez na menor idade, entre eles: pouca instrução e educação que levam ao desconhecimento de métodos contraceptivos; ausência de diálogo familiar que pode estar relacionado ao medo e à vergonha; e  a pressão de grupo. Segundo dados do IBGE, 20% dos nascimentos registrados em 2015 foram de mulheres com idades entre 10 a 19 anos, a maioria dos casos foram registrados nas regiões norte e nordeste do país. Neste sentido, faz-se necessário combater este problema por meio de politicas educacionais sobre o tema.

Alem disso, as consequências oriundas de uma gravidez indesejável, na tenra idade, podem ter um efeito dominó e comprometer a vida da jovem mãe e perpetuar um ciclo de pobreza e exclusão social. Ademais, a menina poderá ter sua educação formal interrompida ou comprometida, e por causa disto encontrará dificuldades de inserir-se no mercado de trabalho, além de correr o risco de contrair DST’s ou, ainda, de tornar-se uma mãe solteira; e como consequência disto, na maioria dos casos, ela tem de morar na casa dos pais, e ser sustentada pela família, e buscar auxílio de programas sociais do governo. Não obstante, este cenário poderia ser evitado se a família decidisse dialogar sobre o tema, e quando a jovem fosse orientada sobre o assunto por tutores .

Portanto, medidas, como a educação escolar e dialogo familiar  são necessárias afim de atenuar o problema. Conforme disse o filósofo alemão Imannuel Kant: “o homem é aquilo que a educação faz dele”, ou seja, uma solução transformadora. Assim, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, deve investir em propagandas educativas sobre o tema da prevenção da gravidez, através da TV, rádio e mídias sociais com o objetivo de informar os jovens os riscos e problemas de uma gravidez cedo. Além disso, as escolas e as famílias devem promover o diálogo e  o debate sobre o tema para que os jovens possam ser orientados e possam ter um planejamento familiar e profissional.