Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 11/09/2019
Quando se projeta o desenvolvimento educacional brasileiro, a expectativa é sempre de uma função linear crescente no plano cartesiano da história. No entanto, a falta de ações por parte do governo para reduzir o índice de gravidez na adolescência, contradiz e sobrepõe essa ideia em uma função decrescente. Nesse sentido, constata-se desafios ligados ao método de educação sexual para os adolescentes e deve então partir de uma resolução dos entraves vinculados a ele.
A priori, é importante destacar que com uma educação sexual de qualidade, o adolescente evitará muitos erros, ademais, como cita Platão, “A orientação inicial que alguém recebe da educação, marca sua conduta ulterior”. Nesse espectro, o atual cenário brasileiro vai de encontro à lógica de Platão, visto que no Brasil o sistema de ensino público não fornece uma orientação sexual em que irá ajudar a prevenir problemas como a gravidez na adolescência. Acerca disso, é pertinente mencionar um documentário feito pelo “ESTADÃO”, no qual o Brasil apresenta os piores índices de educação sexual na America Latina. Faz-se imprescindível, portanto, a resolução dessa conjuntura.
A posteriori, vale mencionar, em segundo plano, que muitos pais não aceitam que seus filhos aprendam sobre sexualidade na escola. Paralelamente, essa negligência por parte dos pais corrobora o riscos que a gravidez na adolescência pode trazer como: abandono escolar para cuidar de seus filhos e aumento de bebês prematuros e abaixo do peso. Sobre isso, é pautável trazer uma reportagem feita pelo “SBP”, em que a pediatra Marise Tofoli: menciona que os pais precisam romper as barreiras quando o assunto é sexualidade e deixar que seus filhos aprendam na escola de forma correta sobre o relacionamento de meninas e meninos. O que agrava paulatinamente o problema.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira, urge que o MEC, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhe que é de extrema importância uma boa educação sexual para o adolescente, sugerindo ao interlocutor a necessidade da implementação de um sistema de ensino superior e aumentando a aceitação dos pais sobre a educação nas escolas. Por conseguinte, motivados pelo pensamento de Platão, implementar um sistema de ensino sexual nas escolas brasileiras que garanta a orientação de maneira correta, na expectativa de diminuir problemas causados pela gravidez nessa idade. Somente assim será possível a resolução desse problema.