Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 11/09/2019
Em 1900, as mulheres entravam na fase reprodutiva com cerca de 17 anos. Hoje, as meninas menstruam e ficam aptas à reprodução cada vez mais cedo. Com isso, muitas engravidam por estarem envolvidas em relacionamentos imaturos e irresponsáveis. Por conseguinte, a adolescente e sua família começam a enfrentar diversos problemas , entre eles o financeiro.
Em consonância com o conceito de Modernidade Líquida, do sociólogo Zymunt Bauman, é cada vez mais comum adolescentes envolvidos nas chamadas relações líquidas. Essas são marcadas pela irresponsabilidade afetiva e, na maioria dos casos, pelo abusa psicológico do parceiro. Sendo assim, é visto que muitas meninas vítimas de uma gravidez precoce estão inseridas nesse contexto. Somado a isso, muitos casais adolescentes iniciam a vida sexual precocemente, sem orientação alguma a respeito de métodos contraceptivos que evitam não só a gravidez, mas também diversas doenças sexualmente transmissíveis. Logo, muitas moças têm a sua adolescência interrompida devido a um filho não planejado.
Assim sendo, com o advento de tal situação a jovem e a família passam a enfrentar as mais diversas dificuldades. Uma delas é a econômica, já que a maioria dos casos ocorrem em famílias de baixa renda. Desse modo, as despesas da casa são alargadas e, já que a adolescente não pode trabalhar, muitas das novas responsabilidades são transferidas para os seus pais. Não obstante, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), cerca de 30% das meninas engravidam novamente após um ano do pós-parto. Tal situação indica a permanência da desinformação na vida dessas.
É imprescindível, portanto, medidas que abrandem os índices de gravidez na adolescência. O Ministério da Educação(MEC) deve oferecer palestras em escolas, principalmente públicas e de comunidades carentes. Isso pode ser feito através da contratação de profissionais da área que, com vídeos, cartazes e depoimentos, dialoguem com jovens para que possam se conscientizar e conhecer a respeito do assunto. Ademais, o governo federal deve criar um programa que apoie famílias, através do oferecimento, à grávidas, de serviços de qualidade, como pré-natal e acompanhamento psicológico. Assim, espera-se que haja uma redução significativa dos índices e que tal problema não componha mais a realidade o país.