Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/09/2019
No século XIX — período de grandes descobertas— os pesquisadores John Rock e Gregory Pincus desenvolveram a primeira pílula contraceptiva oral, como resultado, essa invenção proporcionou as mulheres a tomada de decisões a respeito da gravidez. Hodiernamente, mesmo com os avanços advindos da medicina, a sociedade brasileira enfrenta entraves para reduzir a gestação precoce entre adolescentes. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem essa problemática.
Em primeiro lugar, constata-se que a gravidez precoce é um assunto recorrente no Brasil, um dos temas retratados é o alto índice de gestação entre jovens, pois, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos. Além dos dados preocupantes, o órgão aludido aponta que a maioria dessas jovens engravidaram sem planejamento familiar. Consequentemente, isso gera um impacto socioeconômico na vida dessas meninas, visto que muitas abandonam os estudos para cuidarem integralmente dos bebês. Dessa maneira, um ciclo de carência se instala, uma vez que sem qualificação as oportunidades de emprego diminuem.
Ademais, segundo o médico Drauzio Varella, a gravidez precoce pode proporcionar perigos à saúde, como riscos de prematuridade do recém-nascido, de ruptura do colo do útero, de eclampsia e depressão pós parto. Entretanto, vale salientar que a maioria dos problemas decorrentes da gestação em mulheres muito jovens podem ser evitados com um pré-natal eficiente. Todavia o que se observa é que grande parte das gestantes adolescentes, por medo da reação da família, geralmente tentam esconder a gravidez e simplesmente não realizam o pré-natal no momento adequado, o que retarda a procura por uma assistência médica especializada.
Portanto, em virtude dos aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de mudanças para reverter essa situação. Dessa modo, o Governo deve ampliar políticas públicas de prevenção por meio do Ministério da Educação, promovendo campanhas elucidativas nas escolas, através de aulas sobre educação sexual, com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas—de métodos contraceptivos e dos benefícios de cada um—, que contribua para a redução da incidência da gravidez na adolescência. Além disso, é necessário que os pais desses jovens participem dessa rede de apoio, através do diálogo com os filhos, visto que a família é fundamental na formação desses indivíduos. Dessa forma, os adolescentes brasileiros obterão responsabilidade em relação a vida sexual.