Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/09/2019

No livro Por que criança matam, da autora Gitta Sereny, acompanhamos a historia de Mary Bell, vítima de inúmeros abusos tanto físicos quanto sexuais por conta de uma infância conturbada e sem estrutura. Sua mãe teve uma gravidez precoce ao 17 anos e não sabia quem era o pai da sua filha, por causa desse e outros fatores semelhantes a mãe de Mary Bell sentiu repulsa por sua filha. Em decorrência disso, a vida de Mary Bell foi drasticamente afetada. A fim de reduzir essa mazela. ações, políticas públicas efetivas junto com o acesso á informação e aos métodos contraceptivos devem ser criadas para erradicar essa problemática que afeta não só o individuo que sofre a gravidez precoce mas também a criança no futuro.

Primeiramente, a problemática da gravidez precoce é uma questão histórica, influenciada pela cultura que permite o casamento entre homens mais velhos com meninas após seu primeiro período menstrual. Embora ocorra o contato sexual precoce muitas meninas engravidam mas em muitos casos acabam sofrendo abortos espontâneos ou gerando a criança mas morrendo no parto. Prova disso foi a repercussão do número de denuncias feitas no continente asiático, em decorrência dessa cultura dos casamentos precoces. Nesse sentido vemos a problemática da gravidez precoce sendo perpetuada por conta de um fator cultural.

Ademais, vale ressaltar também que, A organização das Nações Unidas, ONU, divulgou os dados da gravidez precoce no Brasil, com um aumento preocupante. No Brasil, a taxa é de 62 adolescentes grávidas para cada grupo de mim pessoas do sexo feminino na faixa etária entre 15 a 19 anos. O índice é maior que a taxa mundial que corresponde a 44 adolescentes grávidas para cada grupo de mil.

Urge com isso, minimizar a gravidez precoce na adolescência, é dever da Secretária da Educação, da Saúde e da Assistência Social criar mecanismos de intervenção no intuito de evitar que isso continue, por meio da prevenção que, é o melhor remédio e para essa prevenção é necessário que haja orientação através de discussões em grupos afim de orientar quanto aos métodos contraceptivos. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Assim sendo, desenvolver metodologias de trabalho com os adolescentes, que possam envolve-los nesta prevenção e combate para que eles possam sem dúvida alguma ter pleno exercício da sua sexualidade, estimular os próprios adolescentes a se engajarem nessa perspectiva de prevenção.