Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 11/09/2019
Muito se discute acerca de gravidez na adolescência, porém, pouco se sabe sobre as verdadeiras dificuldades envolvidas nesse problema. No Brasil, os casos são numerosos, assim como os de baixa escolaridade e de exclusão social. Sendo assim, é possível estabelecer uma conexão entre esses aspectos.
Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Logo, pode-se perceber que a educação tem papel fundamental na questão de gravidez precoce, pois os adolescentes não tem acesso à educação sexual, tampouco à apoio familiar nessas situações na maioria das vezes. A ausência de ensinamentos sobre o sexo e sobre métodos contraceptivos provoca a proliferação de infecções sexualmente transmissíveis (as ist’s) e provoca a falta de planejamento por parte do jovem. Tais fatos geram uma sequência de complicações para a sociedade.
Dessa forma, os casos de evasão escolar aumentam, já que as jovens não tem condições de criar um filho e continuar com seus estudos. Consequentemente, ocorre também a perpetuação da pobreza, pois ao não completarem níveis básicos de educação, dificilmente encontrarão espaço no mercado de trabalho e uma estabilidade financeira. Além disso, é possível destacar os problemas psicológicos que os pais precoces podem apresentar, como a depressão pós-parto ou crises de ansiedade. Todos esses aspectos complementam o ciclo de exclusão social sofrido pelas famílias pobres e sem planejamento familiar.
Portanto, é necessário que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual, que não somente é uma questão social, como também de saúde. Por isso, para amenizar a questão de gravidez indesejada na adolescência, é preciso que o governo incremente a questão sexual na educação por meio de aulas e palestras direcionadas aos jovens. Com isso, haverá a diminuição de ist’s, melhor organização familiar, e uma maior compreensão sobre as responsabilidades na vida do adolescente.