Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/09/2019
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, Artigo 8, todo adolescente gestante no Brasil tem o direito de garantir nutrição, parto e puerpério, pré-natal e pós-natal integral no Sistema Único de Saúde. Em oposição a tal fato documentado, vê-se que muitas crianças não possuem conhecimentos desses direitos garantidos. Nesse contexto de gravidez na adolescência, há dois fatores que não podem ser negligenciados, a falta de educação sexual e a inserção da atividade sexual precoce.
Antes de tudo, devem ser mencionados os impactos que a desinformação acarreta quando o assunto é de esfera sexual. A esse respeito, dados do Ministério da Saúde, informam que no Brasil, mesmo tendo uma queda de 17% dos casos de gravidez precoce em 2015, os números deveriam ser mais expressivos se obtivessem acesso as informações dos programas de prevenção, direcionado para faixa etária em questão. Dessa forma, programas de saúde nas escolas, oferecendo informações de educação em saúde é um grande aliado para a mudanças dos padrões no projeto de vida.
Ademais, convém frisar que a incompreensão sobre o assunto sexual é o principal fator para o inicio da sexualidade entre os jovens. Sabe-se, por exemplo que o filme Juno, traz a resenha que os adolescentes começam sua vida sexual precocemente, mal saem da infância e já tem relações com seus parceiros ou desconhecidos. No entanto, podemos tirar uma lição otimista desse filme, pois não existe idade correta para iniciar a vida sexual, mas é preciso primeiramente conhecer métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis e os riscos de gravidez indesejada.
Portanto, medidas são necessárias para reduzir os impactos que a gravidez na adolescência traz na sociedade brasileira. Cabe ao Ministério da Saúde e Ministério da Educação, oferecer para a população ações de politicas publicas, voltadas para o combate da gravidez precoce e acesso a informação. Logo, projetar na grade curricular aulas sobre informações relacionadas a prevenção, direito reprodutivo, direito sexual, conscientizando essa população sobre o tempo desejável para engravidar. Diante disso, ampliar atendimentos multidisciplinar nos postos de saúde, cursos para gestantes, bolsa família e cestas básicas para as mãe carentes, possibilitando assim, que o Estatuto da Criança e do Adolescente vigore na sociedade.