Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/09/2019
No século XX, ocorreu a Revolta da Vacina, na qual o governo de Rio de Janeiro implementou o programa de vacinação forçado nos habitantes da periferia da cidade. No Brasil hodierno, faltam medidas do governo para diminuir a gravidez durante a adolescência. Dessa forma, não só o tabu de conversar sobre sexo entre pais e filho perpetua, mas também o nível de evasão escolar das jovens grávidas aumenta.
Vale ressaltar, a princípio, que em muitas famílias não falam sobre sexo com os filhos, pois é visto como um tabu. Conforme a ética kantiana, o indivíduo age de tal forma que o levou agir torna-se lei universal e aplicável em qualquer situação. Nesse sentido, é possível perceber que os jovens praticam sexo cada vez mais cedo, de modo que necessitam de informação sobre o assunto e os pais ausentes dão espaço a gravidez precoce e infecções sexualmente transmissíveis(ISTs), haja vista que muitos jovens acham que os problemas da relação sexual sem proteção não acontecem com eles, o que leva ao aumento tanto da gravidez precoce, quanto ISTs crescem entre os jovens. Segundo a médica obstetra Rosângela Maldonado, a família é fundamental para evitar as mazelas do sexo entre adolescentes por meio da conversa sobre esse assunto e como se proteger.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a evasão escolar dos adolescentes está relacionada a gravidez e o Estado não cuida de maneira eficaz desse problema. De acordo com o Aristóteles, o Estado deve atuar, por intermédio da justiça, para que o equilíbrio seja estabelecido na população. Nessa ótica, observa-se que a má gestão e pouco investimento acarretam não só elevação da taxa de gravidez das jovens, como também dificulta o reingresso das grávidas na escola, de maneira que as jovens ficam marginalizadas pelo fato da baixa escolarização e dificuldade de conseguirem um emprego. Em conformidade com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 76% das adolescentes desistem da escola quando engravidam, o que marca um grave retrocesso para o país.
Portanto, urge ao Ministério da Educação(MEC) deve implantar na Base Comum Curricular aulas sobre sexualidade, mediante de parceria com médicos, enfermeiros do Sistema Único de Saúde e Universidade Federais, de modo que aborde a temática de gravidez precoce e também ministrar palestras nas escolas para alunos e pais para que seja discutido esse assunto, a fim de quebrar o tabu que assola várias famílias que não conversam sobre sexo, diminuir gradativamente a gestação precoce e as ISTs nos adolescentes. Ademais, O MEC deve produzir cartilhas que mostrem as recém grávidas que não há necessidade de abandonar os estudos por causa da gestação ou do filho, pois é essencial o término dos estudos para conseguirem um emprego melhor e terem uma vida digna.