Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/09/2019

Na sociedade contemporânea, a gravidez na adolescência apresenta-se como um problema de caráter social que precisa ser combatido. Isso se deve, sobretudo, ao fato de a gravidez precoce ser um problema de saúde pública que precisa de políticas públicas mais eficientes para ser reduzido e, também, à ausência de uma educação mais preventiva destinada a todas as classes sociais. Logo, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao enfrentamento dessa questão.

Em verdade, O filme “Juno” relata a experiência de uma jovem e enfrenta várias dificuldades (sociais, psicológicas e físicas) por uma gravidez precoce e indesejada. No entanto, para uma ficção estadunidense, essa é uma amostra do impasse, a gravidez na adolescência, o cenário contemporâneo brasileiro, sendo esse caracterizado como um problema de saúde pública. Assim, os meios de comunicação são responsáveis por grande parte das informações recebidas pelos jovens. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, fala em “ instituições zumbis”, na qual algumas instituições como a família, mantém a sua forma social, mas não exercem mais sua função como deveria, as relações familiares com advento da modernidade ficaram mais fragilizadas. Logo, a falta de orientação familiar e de políticas públicas de prevenção faz com que muitos jovens entrem em relações sexuais sem a proteção adequada, acarretando a gravidez na adolescência.

Outrossim, nas escolas, o foco dos professores e o material didático, normalmente, está sendo usado sobre doenças sexualmente transmissíveis e sem uso correto do preservativo, apenas tangenciado o assunto da gravidez na adolescência. Com isso o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos morrem ao praticarem aborto ilegal, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde. Consequentemente, a gravidez na adolescência também está associada com o aumento na taxa de evasão escolar e isso aumento a diferenças sociais e econômicas existentes na sociedade. Nessa perspectiva, investir em uma educação preventiva de qualidade é extrema importância para o combate aos casos de gravidez na adolescência.

Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de mais ações governamentais para reduzir os casos de gravidez na adolescência. Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, crie políticas públicas que trabalhe na estratégia de saúde da família com desenvolvimento de habilidades em saúde sexual e reprodutiva do adolescente, na perspectiva de promoção da saúde na prevenção da gravidez precoce. Além disso, cabe às ONGs em parceria com instituições educacionais promoverem palestras e debates com especialistas, com intuito de instruem a família sobre a importância da responsabilidade sexual, para que assim os conhecimentos necessários para um possível início da vida sexual sejam ofertados aos jovens e o tabu social sobre sexualidade possa ser quebrado.