Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 13/09/2019
No filme “Juno”, observa-se a história de Juno MacGuff, uma menina de 16 anos que engravida acidentalmente de seu melhor amigo.Ao longo da trama, a personagem enfrenta inúmeras dificuldades físicas e emocionais causadas por uma gestação precoce e não planejada.Do mesmo modo, na realidade brasileira, a gravidez na adolescência é uma adverdidade enfrentada por uma sociedade marcada pela desigualdade no acesso a diferentes formas de prevenir a fecundação e pela carência de ações governamentais para promover o debate sobre sexualidade na esfera pública e privada.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a oferta desigual de métodos contraceptivos de longa duração é fator determinante para o problema.Consoante pesquisa realizada pela BBC News Brasil, apenas 2% das mulheres no país fazem o uso do dispositivo intrauterino como forma de evitar uma gestação indesejada.Nesse contexto, a falta de alcance da população jovem a formas de proteção mais eficazes como ,por exemplo,o implante hormonal, restringe as opções ao uso da pílula anticoncepcional e da camisinha que, por serem dependentes do usuário para terem sua eficiência garantida, fragilizam a prevenção adequada de uma gravidez adolescente.
Ademais, convém frisar que a falta políticas públicas para promover à orientação sexual e reprodutiva dentro do contexto social também contribui para a problemática. Historicamente, desde a Idade Média, criou-se um imaginário que associa debates sobre sexualidade ao estímulo precoce desse ato. Desse modo, a perpetuação dessa mentalidade cheia de pudores e preconceitos, nutre uma falsa ilusão coletiva por parte dos pais, instituições educacionais e Governo Federal que, com o argumento de estarem zelando pela pureza das adolescentes restringem o acesso à informação e impedem a formação de jovens mais esclarecidos sobre a importância da proteção durante a prática sexual.
Portanto, é impressindível a ação governamental para resolver o problema.À vista disso, cabe à União, em parceria com o Ministério da Saúde, criar a “Campanha Nacional de Prevenção à Gravidez Adolescente”.Com o objetivo de ampliar o acesso à métodos contraceptivos e a educação sexual, essa campanha, com o auxílio de médicos, enfermeiros e publicitários, deve organizar eventos mensais em hospitais e postos de saúde para apresentar as adolescentes alternativas de prevenção mais eficientes e disponibilizar agendamentos para a realização gratuita desses procedimentos. Além disso, deve-se ofertar aos pais e profissionais da educação, mini cursos sobre como abordar a temática da sexualidade e gravidez de forma didática, natural e esclarecedora dentro do contexto individual e coletivo. Somente assim, será possível formar jovens mais responsáveis e restringir à gravidez adolescente á ficção.