Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 13/09/2019
Na série norte-americana Glee, a personagem Quinn Fabray tem sua vida completamente alterada ao descobrir sua gravidez precoce. Ao longo da temporada, a jovem passa por diversos problemas como a incompreensão dos pais e a perca de amigos. Fora da ficção, no Brasil hodierno, a gravidez na adolescência ocasiona inúmeras dificuldades na vida das jovens gestantes. Este cenário, de gestação precoce, decorre da ausência de educação sexual nas escolas aliada a falta de dialogo sobre sexo nas famílias. Assim, urgem medidas para romper a problemática.
Em primeira análise, convém destacar que a educação sexual é um importante veículo de prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Nesse sentido, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) países europeus, como a Holanda, tem leis que inserem educação sexual no currículo escolar desde a pré-escola o que reduz os casos de gravidez na adolescência. Entretanto, segundo o Ministério da educação (MEC), a educação sexual não é obrigatória no Brasil. Dessa forma, os jovens não tem informação adequada acerca de métodos contraceptivos e planejamento familiar o que acarreta no aumento dos índices de gravidez na adolescência.
Ademais, também é válido salientar que as além do Estado, as famílias também negligenciam a formação sexual dos jovens. Nesse sentido, o sociólogo Émile Durkheim destaca na sua obra Sociologia da Família o papel primordial que essa instituição social tem na formação do indivíduo. No entanto, assuntos ligados ao sexo ainda são tratados como tabus em ambiente familiar. Nesse contexto, a série Sex Education, produzida pela Netflix, retrata a vida de jovens que não tem diálogo sobre sexo em casa e recorrem ao personagem Otis que, filho de uma terapeuta sexual, tem o assunto tratado naturalmente em casa. Assim sendo, evidencia-se que a falta de dialogo das famílias com os jovens sobre a temática os expõe ao risco de gravidez indesejada.
Dessarte, são necessárias medidas que mitiguem o problema. Primordialmente, o poder legislativo deve propor leis que incluam obrigatoriamente a educação sexual no currículo escolar, assim como na Europa, a fim de trazer informações sobre métodos contraceptivos, planejamento familiar e doenças sexualmente transmissíveis para os jovens e diminuir os índices de gravidez nessa faixa etária. Além disso, é cabível ao Ministério da Educação (MEC) em parceria com ONGs, a promoção de palestras para pais e alunos nas escolas com especialistas na temática, como médicos e psicólogos, com a finalidade de alertar sobre os riscos de gravidez na adolescência e a importância do diálogo família para a prevenção. Assim, situações como as das personagens das series serão amenizadas no mundo real.
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