Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/09/2019
As rígidas convenções sociais, até o século XIX, ditaram os comportamentos dos brasileiros, conceber um filho fora dos padrões condenaria o prestígio familiar e futuro dos pais. Entretanto, as mudanças subsequentes deram liberdade de escolha aos jovens que, sem possuir orientação adequada, geraram altos índices de gravidez na adolescência e exigiram medidas governamentais urgentes. Destarte, torna-se premente analisar as principais consequências que surgem da inoperância estatal.
Em primeiro plano, as taxas de gestação precoce estão diretamente relacionadas à evasão escolar. A Constituição de 1988 estabelece como direito básico o acesso à educação, contudo, os pais costumam sentir dificuldade de conciliar os cuidados com o filho, estudo, trabalho e acabam se privando de seus benefícios. Logo, apesar de não estarem submetidos à regras rígidas, a ascensão social desse grupo é comprometido por não terem instruções necessárias para lidar com os desafios.
Além disso, a negligência com os cuidados durante a gestação é uma causa da mortalidade tanto infantil quanto materna. Apesar de ser conceituado, pela Organização Mundial da Saúde, que o bem-estar físico, psicológico, social e ambiental podem garantir vitalidade ao organismo, mas todos os pré-requisitos costumam ficar comprometidos com meninas nessa situações. Partindo desse pressuposto, muitas jovens correm riscos desnecessários com a ausência de medidas que são responsabilidade do Governo proporcionar ao previnir ou cuidar.
Para reduzir a gravidez da adolescência, portanto, o Ministério da Educação deve, por meio de ações escolares, instruir essa faixa etária. Isso ocorrerá tanto com aulas quanto campanhas que abordem os desafios enfrentados pelos jovens, os direcionem para a prevenção e possam dar apoio aos que já possuem essa responsabilidade. Espera-se com isso, não só que os números de casos possam cair substancialmente, mas também que os alunos sejam moldados a agir com prudência e desfrutem dos direitos constitucionais.