Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 01/11/2019
A ONU estabeleceu a data 26 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção à Gravidez na Adolescência e lançou campanhas internacionais de educação sexual. Todavia, o combate proposto pelas Nações Unidas ainda está distante de ser eficaz na sociedade contemporânea, na medida em que a gestação entre adolescentes ainda se mostra grave problema a ser desconstruído, sob pena de perpetuar a cultura de imprudência, bem como prejudicar a saúde das gestantes precoces.
Sob uma primeira análise, a gestação precoce evidencia a perpetuação da cultura da imprudência. Nesse viés, nos Movimentos de Contracultura norte americanos, a juventude utilizava a sexualidade imprudente em resposta ao tradicionalismo e às imposições sociais, o que foi absorvido pela sociedade. Ocorre que a sexualização iniciada nos EUA, aliada ao precário e ao ineficiente planejamento reprodutivo em algumas nações, perpetua-se de forma imprópria no comportamento de meninos e de meninas com cada vez menos idade, cuja consequência negativa é a gravidez precoce. Assim, é incoerente que as autoridades não se posicionem para desconstruir esse problema enraizado desde o século XX.
De outra parte , a gestação precoce pode fragilizar a saúde das menina. A esse respeito, o endométrio – popularmente conhecido como parede do útero – é responsável pela manutenção e pela nutrição do feto e apenas atinge sua maturação aos 21 anos. Dessa forma, antes do amadurecimento completo, poderá haver má formação do feto e riscos para a vida da mãe adolescente, o que se mostra grave problema a ser desconstruído pela efetiva educação sexual desde os primeiros anos da infância. Nesse sentido, enquanto Estado e família se mantiverem indiferentes, a sociedade contemporânea continuará convivendo com este fenômeno cruel: a gravidez na adolescência.