Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 11/03/2020
Na História, é possível apreender que a sociedade não tinha condições de possuir qualidade de vida, pois as guerras, fomes e doenças dizimavam parcelas significativas das populações. Assim, a gravidez de meninas adolescentes era uma forma de política pública de perpetuar a espécie humana. Embora tenhamos visto rápidas evoluções urbano-industriais, o fato é que as taxas de gravidez na adolescência permaneceram bastantes altas no Brasil, o que demanda ações governamentais no seu controle.
Em primeiro lugar, é importante notar que, de acordo com o IBGE, 20% dos nascimentos são originados de mulheres entre 15 a 20 anos e tal fato tem contribuído para a manutenção do ciclo de pobreza. Para elas, um filho significa um custo irrealizável e também o abandono escolar, prejudicando o desenvolvimento da carreira pessoal - apesar de que, em 4 mil casos por ano, segundo o Ministério da Saúde, haja aborto clandestino. Assim, sem estudo, saúde ou dignidade, não há qualidade de vida, nem futuro pacífico.
Com efeito, se conhecemos essas causas do fato social, é possível prevenir as consequências indesejadas. Evidentemente, não se trata do retardamento da vida sexual recreativa, conforme defendido pela Ministra Damares (Ministério da Família e da Mulher), pois já se mostrou ineficaz nos Estados Unidos. Aliás, nesses casos, a educação primária (família) e secundária (sociedade), conforme Émile Durkheim, apresenta melhores resultados, especialmente porque, com a instrução da mulher, instrui-se a autodeterminação e a prevenção da gravidez com métodos contraceptivos.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde aprofunde políticas públicas de conscientização das mulheres adolescentes. Para cumprir com esse desiderato, é possível incrementar o programa da Saúde da Família com assistentes sociais, médicos e psicólogos, os quais poderão abordar o assunto da gravidez indesejada junto ao público alvo que esteja em idade reprodutiva. Além disso, camisinhas podem ser distribuídas e receitas de anticoncepionais podem ser prescritas. Dessa forma, as mulheres poderão prevenir a gravidez indesejada e ganhar qualidade de vida.