Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/09/2019
Relativo à gravidez na adolescência, é pertinente afirmar que tal quadro aufere forças nas camadas mais pobres da sociedade brasileira, haja vista que, em tais esferas, há um menor nível de escolaridade e, por conseguinte, ínfimas informações acerca de educação sexual e das consequências da gravidez precoce. Sob tal ótica, torna-se transparente não somente a negligência do Estado em garantir ações eficazes contra tal atraso social, quanto a precarização da educação básica social brasileira.
A priori, convém ressaltar que o planejamento familiar é basiliar na promoção de qualidade de vida e na minimização de riscos tanto para o bebê quanto para os pais. No entanto, segundo dados do Ministério da Saúde, 2017, cerca de 70% de gravidez em adolescentes são indesejadas. À sombra da estatística supracitada, fica evidente que os pilares básicos na formação familiar entre adolescente estão deturpados, o que põe em xeque, majoritariamente, os estudos e a qualidade de vida dos progenitores. Dessa maneira, há um regresso social e de saúde na sociedade brasileira, seja por falta de informação, seja pela pouquidade de preventivos em locais de baixa renda.
Sob outro viés, é importante destacar que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 2019, a gravidez precoce é dominante em famílias de casos recorrentes. Seguindo essa linha de raciocínio, tal conjuntura encaixa-se na máxima do Sociólogo Durkheim: “a família é o órgão primário de socialização que tende a passar visões de mundo, formas de agir e de pensar aos seus filhos.”. Consoante a essa reflexão, é incontestável que o grupo social e a familiar a que as crianças e os adolescente estão inseridos são fatores exponenciais no estilo de vida que adotarão ulteriormente.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar tal adversidade. Desse modo, é imprescindível que o Ministério da Saúde, aliado ao SUS (Sistema Único de Saúde), disponha de investimentos sólidos em métodos contraceptivos e em informações sobre os riscos e as consequências da gravidez precoce - em escolas, postos de saúde e em TV aberta- a fim de que se alcance a maior quantidade de pessoas conscientizadas e, por consequência, haja uma diminuição íntegra do cenário hodierno brasileiro.