Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 16/09/2019

Muito se discute a cerca da sexualidade na juventude e as posições governamentais perante a isso. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe ao elevado índice de gravidez na adolescência. Os Parâmetros Curriculares Nacionais, estabelecidos em 1997, afirmam que a sexualidade esteja inserida de forma transversal no ensino, à partir dos 6 anos de idade. Esse debate, portanto, transparece a preocupação educacional e social acometida pelas precárias políticas públicas de ensino.

Darcy Ribeiro afirma que o não investimento na educação é um projeto político com finalidade de privilegiar a desigualdade econômica e social das elites. Tal fator evidencia a resistência do Estado em orientar e cientificar os pré-adolescentes, grupo mais afetado pela evasão escolar em decorrência da gravidez, especialmente os de periferia, à respeito da prevenção sexual, reprodução e infecções sexuais, transgredindo os Parâmetros Curriculares Nacionais. Soma-se a isso, o aspecto do culto á celebridades midiáticas como por exemplo, a apresentadora de televisão ‘‘Xuxa’’, quando optou por ter uma ‘‘produção independente’’, sua filha Sasha. Tal caso influenciou, na época, o aumento no número de adolescentes gestantes no Brasil, o que levou o Congresso Brasileiro a debater o acontecido.

Sigmound Freud ressalta que na puberdade se operam mudanças visando a maturidade sexual e a pulsão hormonal. Diante disso, postergar o entendimento, fisiológico e social, da sexualidade nas escolas, torna os adolescentes suscetíveis à gravidez e, por conseguinte, a retirada escolar, fator que atinge diversas outras áreas da sociedade, como a economia por exemplo. Diante de tais argumentos, a discussão acerca das ações governamentais para redução da gravidez na adolescência persiste como problemática social e educacional.

Com o intuito de reforçar as ações públicas, especialmente educacionais, aos adolescentes, é adequado que as instituições de ensino estejam abertas para inserir. de forma transversal, a sexualidade no ensino dos alunos. Essa finalidade por ser obtida através do Ministério da Educação por meio de projetos e campanhas, lúdicas e conscientizadoras, na mídia, escolas e comunidades, pondo em debate o funcionamento fisiológico do corpo humano, infecções sexualmente transmissíveis e a diversidade. Dessa forma, a juventude estará conscientizada sobre a sexualidade e as ações públicas serão eficientes para a redução da gravidez na adolescência, à vista disso, o desenvolvimento sustentável da nação.