Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 16/09/2019

No filme “17 Filles’’, a personagem principal se vê obrigada a interromper seus planos de vida quando descobre que está grávida de um motoqueiro que conheceu há anos. Fora das telas, o alto registro de gravidez na adolescência é uma realidade no Brasil. Diante disso, existem fatores que impedem a redução da mazela como a ausência da educação sexual, além do pequeno foco nos homens.

De acordo com o filósofo Paulo Freire, sem educação a sociedade não muda. Nessa lógica, a escassez da educação sexual para os adolescentes confronta o pensamento de Freire, visto que a adolescência é uma idade na qual os jovens querem experimentar coisas novas, como relações sexuais, e sem uma orientação sobre o assunto, pode culminar em uma gravidez indesejada. Dessa forma, a educação é uma ação imprescindível para a resolução do problema.

Ademais, outro fato a salientar é o pequeno foco no que tange aos homens. Boa parte das ações governamentais a fim de diminuir a gravidez na adolescência são focadas apenas nas mulheres, assim esquecendo a responsabilidade que os homens têm em tal mazela. Percebe-se, que muitos homens não querem ou não sabem se prevenir, visto que a responsabilidade é sempre ‘‘das mulheres’’. Logo, é mister providenciar ações governamentais focado em homens e mulheres.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a gravidez na adolescência. Assim, cabe ao executivo inserir na grade curricular aulas sobre educação sexual, por meio de profissionais que tenham experiencia em educar jovens sobre tal assunto, a qual permitirá uma assistência de ensino sobre prevenção sexual. Além disso é preciso que tais aulas não foquem apenas mulheres, e coloquem homens em igual responsabilidade sobre a prevenção sexual. A partir dessas ações, será possível a queda do número de gravidez na adolescência.