Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 17/09/2019
Na Idade média, não existia uma distinção entre a infância e a adolescência da fase adulta. A partir do século XVIII, a sociedade compreendeu a importância de garantir a proteção desses indivíduos com o iluminismo. Apesar disso, o fato da gravidez precoce ainda ser uma realidade, torna evidente que as atuais medidas governamentais são insuficientes para reverter esse cenário. Nesse sentido, é fundamental que as principais causas e consequências dessa problemática sejam analisadas.
É necessário destacar, inicialmente, o fato do debate acerca da sexualidade humana continuar reprimido no século XXI, sobretudo, quando se trata do esclarecimento dos jovens. Entretanto, cada vez mais cedo, a vida sexual é iniciada de forma precoce, o que leva ao contágio de DST’s e a gravidez ainda na adolescência. nesse viés, torna-se visível que esse preconceito enraizado na construção histórica e cultural conforme destaca Freud no livro “Totem e tabu”, deve ser rompido em consonância com as demais mudanças no corpo social. Dessa forma, o governo brasileiro buscou diversas ações para reduzir esses casos, como a facilitação do acesso e incentivo ao uso de contraceptivos. No entanto, o número de gravidas com idade entre 15 e 19 anos ultrapassou 574.000 , conforme a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2015. Portanto, é inadmissível que os órgãos públicos não desenvolvam novas políticas mais efetivas a partir desse resultado.
Diante disso, graves efeitos para o indivíduo e sociedade podem ser pontuados. Em síntese, a gravidez precoce é um dos principais motivos para a manutenção do ciclo da pobreza, uma vez que, a jovem mãe na maior parte das vezes não possui a estrutura e o apoio adequado, o que leva a evasão escolar e ,posteriormente, a ocupação de um subemprego cuja remuneração é insuficiente. Logo, a criança - na maior parte das vezes, crescerá em um ambiente sem as estruturas básicas como a educação o que a tornará potencialmente vulnerável a também engravidar (ou ser pai) antes da fase adulta, pois, conforme destaca Emanuel Kant, somente através do conhecimento o homem pode sair do estágio de menoridade e se tornar autônomo de suas ações.
Assim sendo, consoante ao racionalismo incentivado pelo movimento iluminista, é fundamental que a sociedade busque medidas para combater efetivamente a gravidez na adolescência. Para tanto, o Governo Federal deve ampliar o programa “Saúde na escola” para que profissionais da saúde em conjunto com os professores possam orientar os alunos sobre a educação sexual e os riscos de gravidez precoce com palestras e projetos interdisciplinares desenvolvidos na sala de aula. Espera-se com isso, não somente diminuir esses casos, mas também será combatido um dos principais fatores para a manutenção pobreza o que contribuirá para o desenvolvimento social e econômico.