Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 17/09/2019

A adolescência é a fase de mudanças psicológicas e físicas, entretanto esses processos muitas vezes são interferidos pela gravidez precoce, fato que acontece frequentemente no Brasil. A situação implica na evasão escolar das jovens e em problemas sociais e psicológicos.

Cabe ressaltar, a princípio, que os adolescentes têm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo, o que não quer dizer que tenham consciência de suas responsabilidades quanto a vida sexual ativa. Portanto, mesmo com a diminuição dos casos de natalidade adolescente, segundo o IBGE , a cada 5 bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos, ou seja, os números ainda são preocupantes, pois demonstram que a educação sexual nas escolas e o diálogo com os pais em casa ainda são situações precárias e ajustáveis. Como consequência, as adolescentes gestantes têm a necessidade de abandonar a vida escolar e profissional, gerando um ciclo de dificuldades, pois não conseguem se estabilizar financeiramente, o que implica em dificuldades financeiras.

Ademais, em razão da enorme responsabilidade de gerar um ser humanos, as adolescentes muitas vezes apresentam dificuldade de aceitar a gravidez e de contar para os pais. Fato este que atrasa o pré natal, o período crucial para descobrir quaisquer problemas de saúde do bebê da mãe.

Em suma, é necessário que MEC insira na grade curricular aulas de educação sexual, afim de que os alunos tenham consciência das responsabilidades que envolvem a vida sexual, sendo capazes de fazer uso de preservativos. Além disso, palestras com os pais devem ser ministradas nas escolas, para que possam ser incentivados e orientados a manter um diálogo com os filhos, assim sendo capazes de tirar dúvidas quanto a vida sexual e precavê los de maiores problemas.