Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 17/09/2019

O sexo é um tabu antigo da humanidade. Na Idade Média, a Igreja Católica ditava regras de relação conjugal e condenava a prática sexual com fins diferentes de reprodução. Entretanto, hoje, ainda que a civilização evoluiu nesses conceitos, sexo ainda é um assunto interdito na sociedade brasileira, acarretando na elevação de casos de gravidez na adolescência.

Primeiramente, vale ressaltar as consequências de uma gravidez precoce. Biologicamente, o sexo irresponsável pode causar casos de infecções sexualmente transmissíveis (IST), como a Aids. De acordo com o Ministério da Saúde, essa doença dobrou entre os jovens no ano de 2016. Os danos no âmbito social se agravam em decorrência da evasão escolar de adolescentes grávidas. Dados da Fundação Abrinq apontam que 30% de mães entre 15 e 19 anos não concluíram o ensino fundamental. Logo, essas consequências mostram que esse problema deve ser evitado.

Um dos principais meios para contornar essa situação, é através de uma educação sexual. Como afirmou o educador brasileiro Paulo Freire, “se a educação não muda a sociedade, tampouco, sem ela a sociedade muda”. Todavia, o Brasil é um país com raízes conservadoras e, grande parte da população não apoia essa medida por não terem conhecimento sobre. Tendo em vista que grande parte dos jovens não recebem orientação da família e grande parte deles tem relações sexuais ativas durante a adolescência, é de suma importância o Brasil adotar esse ensino que já é realidade na Holanda e nos Estados Unidos.

Portanto, a alternativa para a gravidez na adolescência e para os problemas provenientes desta está na educação sexual. Cabe ao Ministério da Educação inserir nas diretrizes curriculares esta disciplina e providenciar professores e profissionais especializados para abordarem o tema de forma eficaz e segura. Também, as escolas devem promover reuniões de pais para os conscientizar da relevância dessas aulas. Isso a fim de que as gravidezes precoces e os casos de IST diminuam.