Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 20/09/2019
O filme Juno, com personagem principal de mesmo nome, retrata uma adolescente de apenas 16 anos que, sem querer, engravida de seu melhor amigo da escola. A narrativa coloca em pauta algumas questões como a mudança na rotina de Juno e o aborto, por exemplo. Entretanto, a gravidez na adolescência é uma realidade que vai além da ficção. No Brasil, segundo o IBGE, a cada cinco mães, uma tem idade entre 15 e 19 anos. É necessário, então, analisar as causas e consequências do problema.
Infelizmente, ainda é um tabu falar de sexo. Muitas famílias sequer tocam no assunto, por vergonha ou religião, e algumas escolas preferem falar de forma vaga e breve. Tal tabu, tem como resultado direto, jovens desinformados que não conhecem métodos contraceptivos, ou conhecem mas não fazem uso, culminando em gravidezes indesejadas e precoces.
Além disso, na maioria dos casos, as mães largam os estudos e não dão continuidade, entrando em um ciclo de pobreza e desemprego. Do mesmo modo, as adolescestes sofrem uma grande pressão, já que muita das vezes não tem apoio de familiares e na escola podem até ser isoladas socialmente. Assim, uma grande parte das jovens grávidas, recorre a clínicas clandestinas de aborto, prejudicando sua saúde e podendo, até mesmo, levá-las à morte.
Parafraseando Confúcio, não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Portanto, é preciso desenvolver soluções para a situação. O Ministério da Educação deve realizar palestras, criar cartazes e distribuir cartilhas em escolas, com o objetivo de promover a educação sexual entre os jovens. De mesmo modo, é indispensável que o Ministério da Cidadania invista em programas como Bolsa Família, cesta básica e cursos preparatórios, proporcionando uma melhor qualidade de vida para as jovens mães. Dessa forma, é possível começar a resolver o problema da gravidez na adolescência.