Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/09/2019
Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia - a cada cinco recém-nascidos, um possui mãe com a idade entre 15 a 19 anos, o que demonstra quão altas são as taxas de gravidez na adolescência. Logo, percebe-se a falta de orientação à educação sexual na juventude brasileira, a qual traz consigo riscos à saúde da jovem e do bebê.
Em primeiro lugar, urge analisar o tabu inserido na sociedade quando trata-se de sexo. Nesse sentido, nota-se que as famílias são as mais afetadas por esse paradigma e, através disso, a vida sexual dos adolescentes têm sido cada vez mais precoce advindo da ignorância sobre o assunto, havendo consequências como: gestações indesejáveis na adolescência e DST - Doenças sexualmente transmissível -.
Ademais, 20% da mortalidade infantil no Brasil provém de uma gestação preliminar, que ocorre pela falta de exames essenciais ao bebê e, por muitas vezes, pela desnutrição da mãe, já que a maior parte dos casos ocorrem em meninas de classe baixa. Outrossim, a ausência de ações governamentais agravam ainda mais esse quadro, pela falta de investimentos nas escolas e instituições de saúdes que deviam explicar e orientar o jovem desde a pré-adolescência para que não resultassem em consequências irreversíveis, indesejadas e precoces.
Dessa forma, torna-se evidente que é através da educação que a gravidez na adolescência será suprimida. Por isso, cabe ao MEC - Ministério da Educação - introduzir palestras nas escolas sobre sexualidade juvenil e realizar debates que envolvam os pais para que eles saibam instruir os jovens sobre esse assunto, quebrando o tabu enraizado na sociedade de que pais e filhos não devem conversar sobre sexo. Além disso, o Ministério da Saúde deve realizar projetos de aprendizado e incentivo aos anticoncepcionais, preservativos e a prevenção de DSTs, para que assim, o jovem obtenha rápido e prático acesso a informação extinguindo o quadro de gravidez na adolescência.