Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 17/09/2019

Considerada um problema sociopolítico a partir dos anos 80 com o advento do feminismo, a gravidez na adolescência tornou-se assunto de debate constante e abriu espaço para a conquista de direitos, tanto quanto originou programas governamentais pró-mulher. Porém, na sociedade moderna, as mulheres ainda carecem de atenção no âmbito familiar e econômico quando ainda se deparam com violência e opressão.

No que concerne ao âmbito familiar, as mulheres atualmente enfrentam um cenário de opressão crescente, uma vez que acumulam mais responsabilidades ao ter que sustentar a imagem da família e ser responsáveis pelo desenvolvimento psicopedagógico dos filhos, enquanto o seu parceiro tem o direito de se concentrar nas atribuições profissionais diárias. Essa problemática tem raízes machistas e pressiona as jovens desde cedo a cada vez mais estarem inclinadas ao cultivo de uma imagem familiar sem o entendimento que é um esforço mútuo.

De fato, as ações governamentais conquistadas pelos avanços sociopolíticos femininos com a intenção de educar, desta forma transformando vidas, fazem diferença. Visto que as mulheres representam aproximadamente 52% da população Brasileira e sofrem 4 vezes mais violência do que os homens segundo o IBGE em 2018, as atitudes tomadas no âmbito coletivo definitivamente afetam a dinâmica familiar e têm o potencial de comprometer a estrutura machista entranhada na sociedade.

Em síntese, as ações governamentais devem ser impulsionadas porque possuem o potencial de mudar o futuro de jovens pressionadas desde cedo a sustentar uma família em detrimento de sua esfera individual. Para que isso ocorra, devem ser veiculadas por meio das instituições educacionais a fim de educar desde a infância, garantindo os direitos individuais e a liberdade de escolha, fundamentais a um desenvolvimento humanístico.