Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/09/2019
A famosa “Alegoria da Caverna”, de Platão, relaciona, sucintamente, à condição a que milhares de jovens se encontram no que concerne à prevenção sexual: completa escuridão. Considerado um problema social que acarreta na saúde pública do país, tal assunto deve ser cuidadosamente discutido para sua efetiva resolução.
Em primeiro plano, é necessário buscar as raízes históricas da gravidez precoce, já que, por muitos séculos, mulheres ainda jovens eram obrigadas a abdicarem de sua vida pessoal para dedicarem-se à vida matrimonial e à gestação. No entanto, apesar da figura feminina, no mundo contemporâneo, ter conquistado inúmeros direitos como a oportunidade de escolher o seu futuro, a falta de diálogo na família e na escola torna a educação sexual um tabu, corroborando, assim, para a vida sexual desprotegida e ativa muito cedo.
Em segundo plano, ressalta-se a importância do uso de métodos contraceptivos para evitar o contágio de alguma DST, que além de comprometer a saúde do jovem, ainda coloca em risco a vida do bebê. Paralelamente, há, também, o dano psicológico, que pode ser até maior, visto que, uma gravidez sem planejamento algum faz-se quase impossível conciliar estudos, trabalho e dependência financeira, colocando o jovem em condições vulneráveis na sociedade.
Evidencia-se, portanto, que a gravidez na adolescência é um obstáculo para a consolidação da saúde pública no país. É imprescindível que o MEC estimule a realização de palestras e aulas sobre educação sexual e complicações advindas do não uso de métodos contraceptivos. A família tem participação protagonista com diálogos sobre o assunto para quebrar esse tabu acerca do tema. A mídia, também, tem papel fundamental na criação de conteúdo sobre esse tópico, a tomar como exemplo o seriado “Sex Education”, que em português significa “Educação Sexual”, da plataforma Netflix, que tem o intuito de explicar, de forma didática, várias questões sexuais entre os jovens.