Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 18/09/2019

‘‘A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces’’. Essa frase é de Aristóteles - um dos maiores filósofos e gênios da humanidade. Entretanto, muitas são as consequências da falta da devida estrutura educacional na sociedade, sendo a gravidez indesejada uma delas. Nesse sentido, percebe-se uma grave desinformação e um cruel descaso do Governo na vida dos jovens, principalmente na dos mais pobres.

Em primeiro lugar, é importante salientar que é fundamental que se ensine, em sala de aula, as consequências da gravidez indesejada, pois assim os jovens já ficarão com melhor ciência dos ricos desse acontecimento. Segundo o jornal Oglobo, em um estudo realizado pela USP, foi constatado que 30% das adolescentes gravidas, no estado de São Paulo, não foram devidamente alertadas sobre as consequências do ato sexual desprotegido. Torna-se claro, à vista disso, que a informação sexual é muito diferente da erotização infantil e, diferente desta, ajuda enormemente a prevenir o flagelo da gravidez indesejada.

Ademais, outro grande fomentador dessa problemática é o baixo investimento do Estado no setor educacional, fazendo com que as escolas não tenham capacidade estrutural e social para suprirem adequadamente as necessidades de seus alunos, os deixando ociosos e sem perspectiva de futuro. De fato, como disse Immanuel Kant: ‘‘O indivíduo é aquilo que a educação faz dele’’. Dessa maneira, a atual privação dos gastos com a formação desses jovens trará, futuramente, custos muito maiores com a punição e reeducação dos mesmos.

Fica evidente, portanto, que a informação e a competência estatal são imprescindíveis para o combate à gravidez precoce no Brasil. Nesse sentido, faz-se necessário que o Ministério da Educação informe os estudantes das periculosas consequências da gravidez indesejada, colocando esse assunto na grade curricular, para que esses adolescentes sejam informados ao máximo. Além disso, é preciso que a mídia cobre os adequados investimentos do Estado. Só assim os doces frutos aparecerão.