Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/09/2019
Promulgada pela ONU em 1.948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e educação, conquanto o alto números de casos de gravidez na adolescência demonstra que na prática uma elevada parcela da população jovem do país não goze desse direito. Desse modo, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada. A educação é um fator crucial no desenvolvimento de um país, é comum pensar que conforme um país se desenvolva, a educação acompanhe no mesmo passo, porém não é isto que pode ser visto no Brasil, a educação pública ainda é muito defasada. Esse tipo de realidade reflete diretamente no número de casos de gravidez na adolescência. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2015 cerca de 17% dos nascidos tinham mães entre 15 a 19 anos, dentre os quais a maioria eram de mães com baixa escolaridade. Diante do exposto, nota-se que a falta de educação atinge de forma direta esse problema, pois além disso as áreas com maior índice de gravidez na adolescência são no Norte e no Nordeste, regiões que tem menor investimento em educação do que outras áreas do Brasil. Faz se mister ainda, salientar a desigualdade social como impulsionador da gravidez na adolescência. De acordo com o Ministério da Saúde, a maior parte dos casos de gravidez precoce ocorrem nas partes periféricas das cidades e nos campos. Isso se deve principalmente a falta de condições básicas para a vida, a violência e falta de informação que se propagam nesses lugares. Infere-se portanto, que ainda existam muitos entraves para se alcançar uma sociedade integrada, urge-se então a criação de políticas governamentais que em conjunto com os pais, visem conscientizar os jovens, através de palestras em escoas, propagandas na TV e nos metrôs e aumentando o diálogo entre pais e filhos, dessa forma educando-os e fazendo eles terem mais cuidado nas relações sexuais.