Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 19/09/2019

O programa “Conexão Repórter” transmitiu a reportagem de uma criança grávida com 12 anos brincando de boneca. Essa é a vida de muitas adolescentes no Brasil, que  relacionam o papel de ser mãe com , e tal fato, deve-se principalmente a incongruência do ensino sexual nos colégios, acarretando na evasão escolar por parte das novas gestantes.

É indubitável que a incoerência na grade curricular seja um dos principais motivos pela gravidez indesejada entre dez e 19 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nessa faixa etária ocorre a puberdade, processo de amadurecimento sexual. Apesar disso, as aulas sobre métodos contraceptivos são ensinadas a partir do ensino médio. Isso, portanto, demonstra a incongruência no ensino, pois, os estudantes no primeiro ano do ensino médio têm, em média, 14 anos, e as primeiras relações sexuais podem ocorrer até quatro anos antes.

Em consequência disso, destaca-se a evasão escolar como desdobramento da má conscientização dos alunos. Uma pesquisa divulgada pelo portal “G1” em 2019, revela que 30% das adolescentes grávidas não terminaram o ensino fundamental. A notícia informa que elas até tentam retornar, contudo, esbarram nas barreiras de ser mãe, pois, o recém-nascido requer atenção a todo momento. Diante disso, percebe-se que a gestação precoce afeta a vida das meninas, fazendo elas abandonarem os estudos para serem mães.

Diante dos fatos supracitados, faz se necessário que o Ministério da Educação (MEC) coloque as aulas de métodos contraceptivos na quinta série, ano que os alunos entram na fase de puberdade, para que eles saibam a importância dos preservativos nas relações sexuais. Além disso, o MEC devem criar uma plataforma gratuita com as matérias do ensino fundamental, quando concluídas as aulas, o site emitirá um diploma de conclusão, a fim de que as novas mães dêem continuidade nos estudos.