Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 18/09/2019

O filme ‘‘Juno’’ retrata o caso de uma adolescente que ficou grávida e logo após permanece em um impasse: entregar o filho para adoção ou criar a criança. Visto isso, fora da ficção, é possível destacar que muitos jovens sofrem com a mesma situação, na qual não sabem como lidar com a situação. Contudo, vale destacar que os casos de gravidez na juventude está em constante crescimento, mostrando, então, um aumento de irresponsabilidade desses adolescentes do século XXI.  Com isso, a problemática tem como fruto o desconhecimento das consequências no jovem e a falta de apoio e diálogo familiar.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a ignorância atual da mocidade influencia em seu comportamento, corroborando, então, com a problemática, ou seja, o aumento do número de gravidez nessa fase da vida. Nesse sentido, uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) denota que 1 a cada 5 crianças atualmente, tem seus pais na faixa etária de 15 a 19 anos. Ademais, esses pais descuidaram-se ao terem relações sexuais com seus parceiros e muitos não sabiam das consequências que poderiam enfrentar com esse descuido. Assim, esse desleixo ocasiona em uma gravidez acidental ou mal planejada, prejudicando, então, o futuro da criança, assim como ocorreu no filme ‘‘Juno’’.

Em consonância a isso, é importante salientar que a falta de diálogo de pais com seus filhos agrava o problema. Entretanto, o apoio da família com o adolescente é fundamental, dado que ouvir uma pessoa mais experiente no assunto é de total importância. Ou seja, a conversa com pessoas mais velhas, vulgo os pais, ajuda o jovem também a prevenir-se contra doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e a escolha do parceiro ideal para ter relações sexuais.  Por isso, é importante a participação total da família para evitar casos de gravidez acidentais. Diante dos argumentos supracitados, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual.

Portanto, urge que agentes de saúde, por meio de passeatas, façam campanhas de conscientização para a população a fim de mostrar os efeitos que a gravidez prematura pode acarretar na vida do jovem, atingindo a finalidade de formar futuros adultos ciente dos riscos. Além disso, é de suma importância que essas passeatas tenham também, como foco, os pais a fim de perceberem que a falta de diálogo pode levar seus filhos ao desconhecimento, sendo a conversa o melhor veículo de conhecimento. Somente assim será possível combater a redução da gravidez na adolescência e evitar que muitos dos mesmos agem de forma precipitada, como no filme ‘‘Juno’’.