Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/09/2019

A série televisiva norte-americana “Friends” é uma comédia que retrata a vida de seis amigos na cidade de Nova Iorque. Em certo ponto da série, a personagem Rachel Green, tem uma gravidez não programada, por volta dos seus trinta anos e, nesse âmbito, muitos foram os obstáculos que ela precisou enfrentar como mãe solteira, como conciliar sua gravidez com o trabalho, mesmo sua criança tendo apoio paternal. Destarte, assim como Rachel, muitas mulheres necessitam lidar com uma gestação não programada, entretanto, esse cenário também vêm afetando adolescentes cada vez mais jovens. Assim, a gravidez precoce é uma problemática que, para ser evitada, necessita ser discutida.

A priori, é importante salientar que grande parte dos adolescentes ainda não possuem independência de seus pais. Por conseguinte, de acordo com as ideias do filósofo Immanuel Kant, esclarecimento é a saída do indivíduo de seu estado de incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. De maneira análoga, pode-se entender que  muitos adolescentes ainda não atingiram seu estado de esclarecimento, visto que eles ainda necessitam dos seus responsáveis para orientá-los. Sob tal ótica, percebe-se que os pais possuem importância imprescindível no processo de educação dessas pessoas, sendo obrigação deles informar seus filhos em relação à educação sexual e métodos contraceptivos.

Outrossim, é papel do País garantir a diminuição das taxas de gravidez precoce. Dessa maneira, segundo o Artigo 227 da Constituição Federal brasileira de 1988, é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem o direito à saúde e colocá-los a salvo de toda forma de negligência. Todavia, a gestação na adolescência é um cenário que contradiz a Constituição, uma vez que o País não promove ações governamentais para informar e prevenir essas pessoas. Além disso, é imprescindível observar que essa conjuntura é prejudicial à saúde dessas cidadãs, tendo em vista que seus corpos ainda estão em crescimento e, portanto, muitas vezes não suportam a gestação, causando problemáticas, como o aborto.

Em suma, medidas devem ser feitas para atenuar tal problemática. Para tanto, o Ministério da Saúde deve liberar verbas para criar campanhas publicitárias, com o objetivo de informar os adolescentes sobre educação sexual e métodos contraceptivos. Assim, propagandas televisivas devem ser criadas, com atores do público juvenil, em canais de rede aberta, plataformas virtuais ou redes sociais, como o “Youtube” e o “Instagram”, de modo a alcançar essas pessoas. Desse modo, haverá menos adolescentes com problemas adultos, como o da Rachel, e o Artigo 227 da Constituição será menos negligenciado.