Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/10/2019
Até meados do século XX, a gravidez na adolescência era algo comum na sociedade patriarcal brasileira. Atualmente, o Brasil, conseguiu reduzir esses índices, todavia o número de jovens grávidas no país é um dos maiores na América Latina. Diante desse contexto, deve-se analisar a desigualdade social e a falta de conhecimento sobre o assunto como fatores que contribuem para a permanência dessa problemática no país.
A priori, é possível identificar que a desigualdade social presente na sociedade brasileira intensifica essa questão. De acordo com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a alta taxa de natalidade, na maioria dos casos, acontece entre as classes sociais de menor poder aquisitivo. Isso acontece devido ao fato de que jovens mais pobres têm menor acesso aos meios educacionais e, consequentemente, menor conhecimento sobre os métodos contraceptivos, o que aumenta o número de grávidas precoces nessas classes menos abastadas. Ademais, engravidar na adolescência traz grandes riscos para a saúde do feto, uma vez que 20% da mortalidade infantil no Brasil é advindo de partos feitos por adolescentes, segundo o Ministério da Saúde.
Outrossim, verifica-se, ainda, que muitos jovens não conhecem maneiras de prevenir a gravidez. Isso acontece porque o assunto “Sexo” ainda é um tabu dentro da sociedade brasileira, o que dificulta sua discussão dentro do ambiente escolar e familiar. Sendo assim, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, o Brasil registra mais de sessenta e oito mil adolescentes grávidas para cada cem mil mulheres, sendo um dos maiores índices de toda a América do Sul. Como consequência de tal fato, milhares de jovens são obrigadas a abandonar os estudos para cuidar de seus filhos, assim contribuindo para o ciclo permanente desse problema.
Diante dos aspectos mencionados, fica clara a necessidade de medidas para reverter os casos de gravidez precoce. Portanto, o Ministério da Educação deve promover a discussão do tema no ambiente escolar através de palestras e debates feito com a presença dos pais, para que os estudantes tenham conhecimento sobre o assunto e possam se prevenir adequadamente. Além disso, cabe a esfera federal do Governo prover ações para que a desigualdade social seja diminuída através da geração de empregos, além de mover esforços para que os altos índices de evasão escolar entre mães adolescentes diminuam. Só então, será possível garantir que a juventude viva com o futuro nas mãos e não com um filho no colo, a exemplo do século XX.