Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 19/09/2019

Gravidez na adolescência um problema social

No Brasil o número de gravidez que ocorre na adolescência é elevado, segundo  o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada cinco gestações uma é de mulheres na faixa etária de 15 a 19 anos de idade, período em que deveriam estar na escola, recebendo orientações e conhecimento para definir a sua carreira profissional.

A gravidez na adolescência se torna mais preocupante quando analisamos informações do Ministério da Saúde (2015) ao identificar o perfil destas adolescentes como sendo de maior prevalência em famílias de baixa renda, com maior frequência na área rural, nas cidades ocorre em maior quantidade nas periferias e a  incidência aumenta quanto menor a escolaridade das jovens.

Além do perfil social e econômico supracitado como sendo um problema, tem o emocional, já que a gravidez costuma ser para muitas mulheres um período de  transformação em sua vida, assim necessitam de apoio psicológico e financeiro, para dar a educação necessária ao seu filho. Quando ocorre em adolescentes o desafio é maior pois, normalmente são gestações indesejadas, muitas não recebem a ajuda necessária da família e do companheiro, e as jovens abandonam os estudos para cuidar do seu filho e para trabalhar que em muitos casos, sem qualificação suficiente, por falta de estudos, trabalham em lugares pouco remuneradas ou naquilo que não gostam.

Diante do exposto, a gravidez na adolescência ocorre nos lugares onde as famílias possuem menor poder econômico e escolaridade, estas características podem ser utilizadas como marcadores epidemiológicos para elaborar políticas públicas pelos governantes que promovam de forma efetiva ações educativas, com informativos e promoção de recursos para prevenir a gravidez e infecções sexualmente transmissíveis que às vezes estão associadas. Desta forma os adolescentes serão preparados para engravidar quando desejarem.