Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 20/09/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio deste trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade vê-se que a gravidez na adolescência é um obstáculo. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

A priori, os jovens estão começando a ter relações sexuais cada vez mais cedo. Segundo a pesquisa “Durex Global Sex Survey”, no Brasil, os jovens perdem a virgindade aos 13 anos, em média. Com isso, o aumento de gravidez na adolescência é uma consequência de tal fato. Este problema está diretamente ligado com a falta de informações por parte dos adolescentes, muitos deles não sabem quais são os métodos contraceptivos ou como usá-los de maneira correta. Isso é o reflexo de uma sociedade que trata o sexo como um tabu, e não procura meios de ajudar os jovens a serem mais saudáveis sexualmente e conscientes do que estão fazendo.

Também é válido salientar, que a falta de educação sexual nas escolas promove esse baixo entendimento dos jovens à respeito das atividades sexuais. A maioria dos adolescentes iniciam sua vida sexual ainda na escola. Na série “Sex Education”, da Netflix, os jovens do ensino médio já possuem uma vida sexual ativa, mas com uma grande desinformação, e com isso as doenças sexualmente transmissíveis(DST) e a gravidez na adolescência são evidentes. Posto isso, a realidade do Brasil não é diferente.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Deste modo, o Estado deve investir em políticas públicas para que as jovens tenham acompanhamento ginecológico logo após a primeira menstruação a fim de deixá-las seguras com seu corpo e ajudando-as a previnir uma gravidez indesejada. Também é importante, a introdução do assunto:sexo, nas escolas, por meio de palestras, com o intuito de deixarem os jovens informados e responsáveis.Desta forma, o Brasil irá superar o problema.