Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/09/2019
A música “Verdade ou consequência” do João pequeno traz uma reflexão a respeito das mudanças e das dificuldades que advém com a gravidez precoce, a canção descreve um cenário de complicações relacionando-o com as negligências antes feitas pela adolescente em questão. Dentro desse contexto, é possível conectar tal realidade vivenciada na composição com a atual conjuntura brasileira, uma vez que o país apresenta uma numerosa taxa ao que se refere a gravidez na adolescência, devido à falta de diálogo e orientação em razão do conservadorismo e da falta de investimento em educação sexual.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, dado o descaso em relação a orientação sexual ser oferecida nas escolas para adolescentes, as taxas de gestação prematura no Brasil mantêm-se altíssimas. Na série “Sex Education”, temas considerados no atual contexto social do país como conservadores, são debatidos de forma límpida, assuntos que tratam sobre a dificuldade em conversar com os pais sobre sexualidade, os quais ao serem discutidos neste universo juvenil denotam os dilemas que tais jovens encontram para se manterem informados, também mostram como a abertura dessas asserções ajudam a instruir os mesmos. No Brasil, de acordo com uma pesquisa realizada pelo MEC, 55,8% dos brasileiros assentem a inclusão da abordagem da questão da sexualidade no currículo escolar, todavia, o Estado permanece indiferente quanto à argumentação da temática.
Consequentemente, ao se manter alheio à problemática da gravidez na mocidade, menospreza-se as repercussões que tal questão traz e as possíveis motivações para essa ocorrência. A ONG “Save the Children”, afirma que a gestação é a principal causa de morte entre os adolescentes, no contexto brasileiro, cerca de 20% da mortalidade infantil advém da morte de bebês de mães jovens, taxas que possuem tamanha notoriedade à vista da inexistente comunicação dentro do ambiente familiar e escolar, posto que as jovens mães não possuem as informações necessárias para atender a sua saúde e a do bebê, o que muitas vezes dificulta um bom gerenciamento da gravidez. Contudo, o governo não estimula o debate diante desse conteúdo, colaborando assim para o aumento dessas adversidades.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o quadro atual. Para a redução das altíssimas taxas de gravidez precoce no país, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) inclua no programa escolar uma disciplina que aborde temas sobre sexualidade durante o colegial, por meio de projetos educativos, com o intuito de orientar os jovens, ademais, promover reuniões escolares com o auxílio de verbas públicas, que incentivem a comunicação entre pais e filhos, a fim de dar suporte as jovens e prevenir complicações na gravidez. Somente assim será possível suavizar esse cenário de insciência e descuido, atenuando as objeções sofridas pelas mães adolescentes no Brasil.