Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/09/2019

Ao observar a transição demográfica brasileira, é possível concluir que entre 1950 e 1970, a taxa de natalidade era muito alta e principalmente entre os mais jovens, já que para aquela época, o padrão da sociedade vigente era o de casamentos e filhos ainda na fase da adolescência. Entretanto, o país foi se desenvolvendo, especialmente no eixo da informação e, hoje, a sociedade hodierna não só tem menos filhos, mas também enxerga como tabu à gravidez precoce, logo, tem se a existência do preconceito e com isso, a maioria das famílias e das escolas não debatem educação sexual. O que configura um impasse, pois além da gravidez nessa faixa etária poder gerar riscos à saúde da mãe e do bebê, muitas dessas mães adolescentes abandonam os estudos.

Gravidez é algo sério e ao se tornar mãe, a mulher tem em seu corpo diversas mudanças hormonais e precisa lidar com novas responsabilidades, mas, quando essa mãe é adolescente e no Brasil, país altamente machista, precisa enfrentar também o preconceito, especialmente nas escolas, local mais frequentado nessa idade. Segundo matéria publicada pelo G1, sobre gravidez na adolescência, uma das jovens entrevistadas relatou que sofria preconceito de algumas amigas da escola. Assim, essas adolescentes são prejudicadas social e psicologicamente, o que levam muitas a abandonarem os estudos. Segundo reportagem feita pelo Jornal Nacional, a gravidez precoce é uma das principais causas da evasão escolar, quase 30% das mães adolescentes não concluíram o ensino fundamental.

Além disso, muitas famílias e escolas não debatem sobre o tema ao considerar que isso estaria sendo de incentivo para à prática sexual. No entanto, além dessa atitude fazer com que se torne contínuo os casos de gravidez na adolescência, já que os jovens não possuirão orientação segura, colabora para riscos à saúde da mãe adolescente, uma vez que essa demorará para contar para a família e, com isso atrasará os cuidados médicos necessários de gestação, como pré-natal e proteção da mãe contra doenças que possam comprometer a formação do feto, como rubéola e hepatite B.

Assim sendo, é imprescindível que medidas sejam tomadas. Portanto, é necessário que o Governo Federal junto ao Ministério da Educação, debatem educação sexual nas escolas, por meio de palestras ministradas com professores e especialistas para alunos e suas famílias, que alertem sobre os riscos da gravidez na adolescência e incentivem o uso de métodos contraceptivos, ressaltando a distribuição gratuita de preservativos nos postos de saúde, para que orientem os jovens e incentivem a orientação familiar, a fim de que os adolescentes se previnam. Ademais, cabe também aos responsáveis alertar nessas palestras sobre quando houver essa gravidez precoce, a importância de permanecer com os estudos.