Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 28/09/2019
Na série americana, “Eu, a Patroa e as Crianças”, o personagem Junior se torna pai ainda quando jovem e é obrigado alterar toda sua rotina devido nova vida paterna. No longa, o personagem tem total apoio da sua família, que contribui na formação da criança tanto âmbito financeiro, quanto no educacional. Infelizmente a realidade de Junior é exceção comparado a de diversos pais jovens brasileiros, que desassistidos, são forçados a entrar de maneira precária no mercado de trabalho e ficam excluídos de uma possível acensão de caráter social. É notório que não só a falta de políticas preventivas, mas também os diversos tabus vigentes contribuem para essa problemática.
De início, é necessário destacar que o menosprezo do Estado, contribui para a aumento da gravidez na adolescência. Isso porque a queda no número de campanhas educacionais preventivas acarretou no aumento da informalidade, principalmente entre a população de baixa renda. Prova dessa criticidade, é que 1 a cada 6 bebês nascidos em 2019 eram filhos de adolescentes onde a maioria era carente, com idade entre 15 e 19 anos, segundo o Sinasc (Sistema de Informações sobre os Nascidos Vivos). Consequentemente, tem-se uma queda na perspectiva de vida desses pobres adolescentes, que ainda cedo, se veem obrigados a entrar no mercado de trabalho e se distanciam de uma possível ascensão social. Assim, deixando claro a necessidade dessas campanhas.
Além disso, o preconceito sobre a orientação sexual, contribui com o aumento da taxa de natalidade entre dos adolescentes. Na criação do termo “modernidade líquida” o filósofo inglês Zygmunt Bauman afirma que a liquidez e volatilidade pertencente do século XXI veio para desorganizar as diversas esferas sociais Nesse sentido a instrução do filósofo traz um alerta para a sociedade brasileira, uma vez que a liquidez social trouxe consigo um excesso de informações, que consequentemente, aumentam a incerteza na sociedade. O resultado disso é a banalização de assuntos como a educação sexual nas escolas, que deveria ocorrer no exato momento em que muitos começam as suas primeiras relações. Desta maneira, fica claro a necessidade de desmistificar essas tabus contidos na sociedade.
Portanto, fica evidente a necessidade de solucionar essa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Cidadania conscientizar a população através de campanhas televisivas que busquem levar a discussão de termos importantes através de novelas e seriados, assim, passando a importância da prevenção sexual de maneira informal. Já o Ministério da Educação, deve quebrar os tabus contidos sobre a temática sexual por meio de materiais especiais, que ministradas por especialistas, buscam uma melhor interação dos pais, para que, desta forma, temáticas polêmicas possam ser discutidas de maneira clara. Destarte, casos como o de Junior não serão tão persistentes na sociedade.