Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/09/2019

O documentário brasileiro “Meninas”, do ano de 2005, mostra como a gravidez afeta a vida de quatro adolescentes periféricas. Não distante da obra, atualmente, um grande número de adolescentes  que encaram os prejuízos da maternidade precoce, principalmente nas periferias, continua fazendo parte da realidade brasileira e é impulsionado pela ineficiência do Estado na oferta de instrução acerca da sexualidade. Sob esse contexto, é de extrema importância a análise dos principais fatores desse problema, para que assim, a elaboração de intervenções governamentais assertivas seja possível.

Primeiramente, é válido destacar que as jovens que experimentam da gestação precoce costumam enfrentar consequências que desestruturam suas vidas por completo. Não é raro que, na tentativa de dar à criança um bom desenvolvimento, as adolescentes deixem de frequentar o ambiente escolar e tenham prejudicadas suas carreiras e situações financeiras futuras. Fato elucidado no filme “Preciosa”, em que uma jovem de 16 anos, grávida de seu segundo filho, se encontra sem a formação do ensino fundamental e vive uma luta diária e dificílima para tentar conquistar condições mínimas de alicerce. Por isso, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura.

Em seguida, ressaltar a negligencia estatal na educação sexual de sua população é essencial. Apesar de, no Brasil, a pauta “sexualidade” estar presente no currículo escolar, sua aplicação se mostra falha. Esse fato se evidencia com o país apresentando a porcentagem de filhos de mães adolescentes maior que a média global, fenômeno determinante e prejudicial para milhares de famílias. Assim, sendo a educação a arma mais poderosa de mudança, como defendido por Nelson Mandela, o ensino que reflita em comportamentos sexuais responsáveis  por parte por jovens precisa ser concretizado.

Portanto, a fim de diminuir o número de adolescentes grávidas no cenário social brasileiro, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as instituições de ensino fundamental e médio, o esclarecimento completo do que abrange a vida sexual e suas consequências, além da distribuição eficaz dos métodos contraceptivos de maneira acessível a todas as classes sociais. Ambas as ações por meio de palestras educativas e campanhas nas escolas e unidades de saúde. Com essas intervenções, casos como os retratados nas obras supracitadas se tornarão cada vez mais raros na nação, e a taxa de mães adolescentes no Brasil diminuirá bruscamente.