Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 23/09/2019
Acesso restrito aos métodos contraceptivos, falta de informação, dificuldade de comunicação prevalecem por um entrave histórico-cultural associado ao tabu junto com a desigualdade social o qual acaba dificultando a discussão sobre a sexualidade dentro de um ambiente familiar ou nas escolas.
Segundo O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) cerca de 19% das mulheres jovens nos países em desenvolvimento engravidam antes dos 18 anos, entretanto, as orientações sobre a sexualidade e suas consequências, e responsabilidades não ocorrem de mesma forma, seja exercida através de familiares ou da escola as quais carecem em temas e aulas específicas relacionadas a educação sexual. De fato, a ausência de orientação e acompanhamento favorece para que o adolescente venham ter relações sexuais no seu cotidiano sem orientações sobre.
O Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos, diz relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses dados estão atrelados a cor, sendo que 70% dessas mães são negras, a região do país, como o Nordeste é o local de maior exemplo, e o baixo grau de escolaridade junto com o status socioeconômico.
A gravidez prejudica as menores de exercer seus direitos a educação, saúde e autonomia, conforme assegurado em tratados internacionais como a conveção dos direitos da criança.
Tendo em vista dos argumentos apresentados é preciso uma ampliação dos serviços de saúde, incluindo o planejamento reprodutivo junto com o Programa Saúde na Escola por meio de profissionais que desenvolvam um trabalho pedagogico com os alunos e familiares afim de esclarecer questões sobre sexualidade. Juntamente com a mídia deve intensificar campanhas de métodos anticonceptivos deixando claro a importancia da utilização entre os adolescentes. Dessa forma assegurando os seus direitos e a diminuição da gravidez na adolescencia.