Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 23/09/2019

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,a gravidez é considerada precoce quando a menina engravida entre os 10 e 19 anos.Diante dessa definição torna-se possível afirmar que a gravidez na adolescência é um problema social e de saúde pública presente no Brasil.Sendo assim,necessita de ações governamentais para a redução do empecilho.

A priori,vale analisar a desigualdade social como uma das causas do problema.De acordo com o site do Drauzio Varella,a maioria das mães púberes vivem em regiões periféricas,além disso,boa parte delas possuem conhecimento à cerca das contracepções.Entretanto,conforme a mesma fonte,desconhecem a maneira correta de uso,além de contarem com uma infraestrutura de saúde muito precária,na qual há escassez de métodos contraceptivos para distribuição.Sendo assim,os jovens pais mantêm um ciclo de miséria,visto que conforme o Fundo de Populações das Nações Unidas,o Brasil elevaria sua produtividade em mais de 3,5 bilhões se os pubescentes adiassem a gravidez para depois dos 20 anos.

Posteriormente,cabe ressaltar que o sentimento de onipotência é um mantenedor do problema.Segundo reportagem da Tv Cultura,o sentimento de onipotência é natural na fase púbere,o que leva esses indivíduos a terem atitudes impulsivas,como é o caso das relações sexuais desprotegidas.Consequentemente,passam por uma gravidez de risco para os bebês e para as gestantes,conforme o Ministério da Saúde.

Em síntese,diante da problemática abordada,incube aos Ministérios da Saúde(MS) e da Educação a implantação de oficinas escolares com o intuito de debater os riscos de uma gravidez precoce e ensinar os alunos a se protegerem da maneira correta durante as relações sexuais,e não somente mencionar quais são os tipos.Ademais,compete ao MS ampliar a distribuição dos métodos contraceptivos nas zonas periféricas,além de realizar palestras nas escolas e lugares públicos da região com o intuito de esclarecer dúvidas,expor os riscos e ensinar a utilizar os meios de proteção com o intuito de reduzir o problema nas regiões menos abastadas.