Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 23/09/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.” Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade percebe-se que a sociedade ao longo de seu desenvolvimento encontra obstáculos em seu caminho. Hodiernamente a gravidez na adolescência é um deles e diante desta perspectiva, cabe ao governo e sociedade fomentar ações para reduzir tal anomalia.
Mormente, é importante ressaltar os fatores que causam essa anomalia social. Consoante o sociólogo francês Emile Durkheim criador do conceito “anomia” que descreve a influência da economia na vida do indivíduo e as falhas nas relações sociais. De maneira análoga, a anomia assemelha-se ao atual cenário brasileiro, à medida que é indiscutível a maior incidência de gravidez precoce nas regiões mais pobres do Brasil.
Outrossim, questões sociais estão intimamente ligados à educação. Nesse âmbito, Bangladesh, país com uma das maiores taxas demográficas do mundo, atualmente reduziu significativamente suas taxas de natalidade principalmente entre os jovens, através de um forte plano educacional. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino básico para formar indivíduos conscientes dos ricos da gravidez juvenil.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para reduzir está problemática. Assim, cabe ao Executivo ( através do MEC) implementar aulas interdisciplinares sobre sexualidade, saúde e economia, com vistas a induzir o pensamento crítico desde a infância. Além disso, é fundamental o papel da família na conscientização e orientação dos jovens sobre os perigos da maternidade juvenil, com o intuito de assegurar uma mudança de pensamento social. Destarte, será possível tirar essa pedra do caminho brasileiro.