Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/09/2019

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem estar social. Contudo, a elevada margem do número de adolescentes grávidas no país tem prejudicado intensamente o desfruto de tais direitos, colocando, muitas vezes, milhares de jovens em risco de vida, além de contribuir para a crescente da evasão escolar.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que a questão da gravidez precoce está intimamente ligada aos altos índices da mortalidade materna no país, decorrente da falta de participação em consultas de pré-natal e a não procura por cuidados médicos durante o período gestacional. Prova disso são os dados apresentados pelo Ministério da Saúde em seu site, que colocam a gestação na adolescência como o principal motivo da morte materna no Brasil.

Além disso, salienta-se a respeito do terceiro trimestre da gravidez, que  tende a deixar a mulher cada vez mais fadigada, ansiosa e com dificuldades para se locomover. Todos esses sintomas gestacionais, aliados à falta de flexibilidade das aulas, que obrigam a participação interina do adolescente para a não reprovação, contribuem ativamente para o abandono escolar dessas futuras jovens mães, como garante a pesquisa efetuada com professores e ex-alunas pela revista O Globo em 2017.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É imprescindível que o Ministério da Saúde, aliado as emissoras de rádio e televisão, promovam campanhas publicitárias a fim de convocar as jovens mães a participarem das consultas de pré-natal e acompanhamento, com o intuito de minimizar e prevenir os possíveis danos durante o parto. Somado a isso, o Ministério da Educação deve rever sua metodologia de ensino e aprovação para estudantes grávidas e puérperas, incentivando às escolas e aos professores a repensarem as condições de ensino e aplicação de atividades para essas jovens, contribuindo para a diminuição da desistência dos estudos e ao devido desfrute dos direitos primordiais.