Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/09/2019

Apesar da existência de uma lei que trata especificamente do planejamento familiar, segundo o IBGE, cerca de 20% da natalidade é proveniente de gravidez na adolescência. Fato preocupante, devido aos riscos que uma gestação precoce pode trazer, majoritariamente, no âmbito físico, psicológico e social. Decorrente da falta de educação sexual nas escolas e nas famílias, os adolescentes estão propensos a engravidarem imprevistamente. Por isso, ações governamentais a fim de reduzir esses números são de extrema importância, já que é dever do Estado garantir a saúde e o bem-estar dos cidadãos brasileiros.               Primeiramente, é inevitável lembrar que o sexo até os dias de hoje é um tema muito pouco falado, o que faz com que muitos adolescentes e jovens sejam ignorantes no assunto. Assim, essa falta de educação faz com que se arrisquem com o intuito de aprenderem sozinhos e caso tenham complicações no meio do caminho não têm a quem recorrer, dificultando muito mais esse processo de aprendizagem. Realidade que se reproduz no processo de explanar a gravidez para familiares, que por muitas vezes ser tardio pode prejudicar o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe, que em casos extremos apela por um aborto.

Em segundo plano, é necessário ressaltar que as consequências que o não planejamento familiar traz, podem ser permanentes. Embora a mulher não engravide sozinha, ela é quem mais sofre, posto que a sociedade machista usa argumentos que isentam o homem de sua responsabilidade de usar preservativo e de assumir o filho, levando a mulher a passar pela gestação sem apoio, na maioria dos casos tendo que deixar os estudos e carreira profissional de lado .

Levando-se em consideração esses aspectos percebe-se que uma mudança é essencial. Dessa forma, é papel do Governo implantar ações que diminuam as ocorrências de prenhez na população entre 14 e 19 anos. O Ministério da Educação e da Saúde devem em unidade contratar profissionais qualificados que por meio de aulas específicas informem os alunos sobre as consequências de não usar preservativos, além de responsabilizar em mesma medida os meninos quanto aos cuidados que devem ser tomados antes, durante e depois de relações sexuais. Ademais, realizarem palestras e reuniões com pais e familiares a fim de incentivar o diálogo saudável entre eles e seus filhos. Destarte, o planejamento familiar garantido por lei se torne realidade no cotidiano dessa juventude adolescente.