Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 31/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de consciência dos jovens, sobre os métodos contraceptivos, está aumentando os índices de gravidez na adolescência. Logo, a educação é a melhor arma para reduzir esses casos. Diante disso, se torna fundamental a discussão desses aspectos, com a finalidade do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o grande número de maternidades precoce (15% do total no mundo), deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Sob essa ótica, se verifica que isso é cumprido em partes no Brasil, pois é oferecido preservativos e pilulas gratuitamente nos postos de saúde. Contudo, devido a falta de atuação das autoridades quanto a disponibilização de conteúdo sobre educação sexual, os adolescentes acabam por não possuir conhecimento sobre isso. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é imperativo ressaltar que a gravidez na adolescência é mais suscetível em garotas de famílias de baixa renda e pouca escolaridade. A partir desse pressuposto, se leva em consideração o estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde, o qual fala que meninas em vulnerabilidade social do ensino básico tem quatro vezes mais chances de prenhez que adolescentes do ensino superior ou médio. Portanto, é evidente que a problemática está diretamente ligadas com a educação, porque jovens com maior conhecimento sabem dos riscos de uma maternidade precoce. Assim, é preciso adotar medidas para conter a perpetuação desse quadro deletério.
Destarte, a fim de mitigar a gravidez na adolescência, ocasionada pela falta de consciência dos integrantes desse grupo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na potencialização da conscientização dos jovens, por meio de educação sexual. Para isso, é preciso introduzir aulas sobre esse assunto na grade curricular das escolas do ensino básico. Ademais, o corpo docente será composto por profissionais da saúde, porque eles possuem mais conhecimento sobre o assunto. Destarte, o número de prenhez antecipadas diminuirá e a coletividade alcançará a Utopia de More.